sexta-feira, 30 de março de 2012

"Meu filme em preto e branco"


Poetizando as faltas cometidas por mim,
por nós,assistindo-as como num filme,em que me encontro sozinha num cinema escuro.
Com os olhos fechados,mas com as feridas ainda abertas.
Me vejo menina,criança,brinco num parque em uma tarde pálida de outono.
Em um curto espaço de tempo,que se passam despercebidos por mim,
um príncipe me aparece,toca-me suavemente o rosto,acaricia-me os cabelos e sem hesitar apaixono-me por seus olhos.
Seus olhos quase fechados,pareciam querer esconder-me que também se apaixonara.
Vivemos intensamente longos segundos,ou milésimos talvez, a paixão que ambos sentiam.
Adentramo-nos em nosso ‘sentir’ e pude viver junto a ti,os anos de experiência que tinha à minha frente,encantei-me com suas histórias e viveres.
Nesse adentrar pisamos em falso,tropeçamos logo na entrada de nossos sentidos, machucamo-nos,ferimos-nos não sei ao certo.
Como se houvesse caído uma tempestade na 'fogueira que vivíamos',nosso sentir,fogo,paixão se apagara repentinamente deixando-nos feridos,marcados, eternamente.
Abro os olhos.
Ainda nessa escuridão que é minha,e talvez seja nossa.
Gravo e regravo em meu querer sentir novamente,o final desse filme.
Como seria,se ainda sentes,se também vê e revê nosso filme,trancado sozinho em um cinema escuro do outro lado do planeta.
Aguardo quem sabe,que o destino seja um bom diretor como os de Hollywood.
 E faça o 'the end',ou 'continues' desse preto e branco,um  colorido.



quinta-feira, 29 de março de 2012

“Eu aprendi a ter tudo que sempre quis só não aprendi a perder..."










Se Renato Russo que era “o cara”, não sabia perder.Porque eu aprenderia?
Eu aprendi muito com a vida.
Aprendi a aceitar e suportar pessoas e situações.
Aprendi a deixar o orgulho “amor próprio” de lado,a encarar meus medos e a correr atrás dos meus sonhos;aprendi a perdoar,a esquecer,a me calar,(o que parecia impossível.)
Deve ser por isso que pessoas entram e saem da minha vida,para que um dia eu aprenda.
Também,não sei se quero.
Não sou como Vinicius de Moraes “que perderia todos os amores embora não sem dor.”..
Eu não suportaria perder mais um amor.
Já se foram tantos amores e amigos...Tantas pessoas especiais viraram estrelas(quando eu era criança,minha mãe dizia,que “quem morre vira estrela.)
Pessoas que nos fazem bem devem ficar na nossa vida pra sempre,não só na memória e na saudade.
Diz um poeta que existe amigo estrela e amigo cometa.
Que os amigos cometas passam e só o que fica é a lembrança deles,e amigo estrela é o que permanece.
Chega de cometas nas nossas vidas.Eu quero estrelas,que independente de distância ou nuvens por cima,eu sei que estão no lugar de sempre.
Chega de perder!
Serve para todos.Os que perderam e os que fizeram com que alguém os perdesse!!!
Vamos ser estrela juntos?
Para que os poetas não precisem mais falar de perdas e sim de ganhos,parem de escrever tristezas e sim alegrias.
Vamos ser motivo de felicidade;vamos parar de perder;vamos parar de fazer com que pessoas especiais nos percam.
Será que perder,é mesmo o verbo escolhido por Deus para nossas vidas?
Ou,nós nos cansamos e enjoamos das pessoas e decidimos deixá-las?


     Eu aprendi a ter tudo que sempre quis,só não aprendi a perder!”

    Se Renato Russo não sabia perder...
    ...Porque eu aprenderia?

I'


“Lá está ela, mais uma vez.

Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. 

Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva boias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. 

E quem não é?A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. 

Daí você espera por alguém que venha te curar.Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.

A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. 

Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.” 


Caio Fernando  Abreu

"você decide por quem vale a pena sofrer”


“A verdade é que todos vão te decepcionar,mas você decide por quem vale a pena sofrer”

E mais uma vez eu aprendi.
Aprendi que a expectativa é a mãe da decepção.
As pessoas nos decepcionam não é por total culpa delas,mas nossa culpa.
Criamos uma pessoa perfeita na nossa imaginação egoísta.
Queremos tanto que aquela pessoa seja como nos nossos sonhos,que deixamos de olhar para ela,como ela realmente é, e a transformamos em um ser que só existe dentro de nós mesmos.
Quando nos damos conta, o “ser perfeito” vira vilão(a).Quando finalmente vemos a pessoa como ser humano e não como uma criatura que inventamos no íntimo da nossa imaginação.
Aí vem a dor causada pela tão falada decepção.Falada,mas que todos estamos passíveis de passar por ela,justamente por esperar demais do outro(a).
Esperar que ele(a) seja como eu quero,pra satisfazer ao meu ego e a minha felicidade,e no fim eu descubro que sou totalmente egoísta.
Primeiro por transformar esse ser humano, em um ser inexistente.
Já que não existe perfeição.
Segundo,por querer que essa pessoa esteja disponível a preencher “minha falta de felicidade”.
E aí sofremos.
Sofremos por nossos próprios erros.
Não devemos depositar a responsabilidade de nossa felicidade em ninguém.
E no final só existe decepção por nossa própria culpa.
Mas mesmo quando ela chega, é a gente que decide se realmente vale a pena sofrer por um erro que não é do outro,é nosso.
E quando descobrimos isso as “decepções” ficam mais fáceis de ser digeridas.
A verdade é que você se decepciona se quiser.

Lacunas


...Eu tenho que reaprender.

É esse o desafio,você vive de uma forma a vida toda.De repente você se vê faltando pedaços.Daí tem que reaprender,é isso q eu nao sei se consigo...viver sem algumas partes que eram tão minhas,de forma natural.

(online) 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Saudade...



Saudade de coisas que vivi, dos planos que não vivi, e que são impossíveis de se viver.
Falta alguém nesses planos. Alguém que não volta mais.
Saudade das brincadeiras, das promessas nunca cumpridas, dos telefonemas...
Não há mais nada, só saudades.
Só lembranças. Lembranças que machucam, que doem.
Doem pelo fato de terem sido boas e não poder vivê-las mais.
Saudade de como mentia... e mentia bem!
Saudade de ser criança... de ser cuidada e não cuidar.
Saudade de ser, de ter.
Saudade de quando a ausência não era física.
Saudade de quando ela (a saudade), era só um sentimento abstrato.
Saudade de não sentir saudade. 
De ter paz.

Fragmentos d'um passado/presente




Revirando um passado,que talvez não seja tão passado quanto eu penso...

Afinal,se ainda me incomoda,ou me causa qualquer tipo reação é porque ainda se faz presente.
Ainda que eu tente fingir q isso não acontece...
O melhor mesmo é juntar todo o "lixo"e jogar no seu devido lugar.
"Empurrar pra debaixo do tapete" não resolve nada.
Um dia terá que ser limpo mesmo.
Carência ou saudade,não sei exatamente.Mas to começando a achar que não sou tão auto-suficiente como pensei que fosse!
Talvez eu seja,como uma boneca de louça.Que foi quebrada,colou-se os cacos.E hoje morre de medo de se quebrar novamente.
Cheia das marcas e traços,de muitas vezes fragmentada;e colada novamente.
É mais fácil fingir que esqueceu,ou até mesmo que nada existiu.
Encarar nossos sentimentos e deparar com nossas fraquezas nos fragiliza ainda mais.
Por nos mostrar o quanto somos suscetíveis ao sofrimento.
Então,eu me disfarço de mim mesma,e até me desfaço de mim.Finjo ser alguém que não sou.Forte,cheia de si,alto-suficiente...
As vezes a menina meiga e frágil me convida a dar ouvidos à ela,mas por covardia eu passo despercebida por ela,e novamente finjo.
E o passado,que tem nome,sobrenome,endereço,e alguém pra amar,faz questão de me lembrar de que não sou forte;que sou menina;boneca de louça;gente.
que sente;que ama;que sofre;que tem saudade;gosta de abraços e sorrisos sinceros;tem necessidade de ser amada.
Lembro.
Logo,empurro novamente pra debaixo do tapete e vivo...
...Vivo esperando o dia em que a “boneca de louça” se encontre com o “passado” de sorriso lindo,pra curar as marcas das quedas/quebras que lhe sucedeu enquanto alguém’s brincava com a ‘boneca’.

'?'

Prazer... '?'


Sou um ponto de interrogação gigante.

Sinceramente ainda tô meio perdida no meio disso aqui.

(Como se tivesse me encontrado algum dia,até parece neh?!!)O fato é que senti necessidade de conhecer-me,também não sei se consigo.Bom,por conselho de uma amiga,a Fer,resolvi criar esse espaço que é meu,não que eu não vá dividir com alguém.


Mas um espaço onde eu posso ser eu,hora louca,hora sem sentido,hora sensata,hora rebelde ,hora menina,hora mulher, hora interrogação,hora exclamação,ou quem sabe virgula,reticências,mas nunca um ponto final.


Uma eterna descoberta de mim mesma.

Começando por essa pequena e confusa descrição.

Bem vindo ao meu planeta.


Entre,sente-se e fique a vontade.