quarta-feira, 27 de junho de 2012

Não há título.

Descobri que a  vida é um livro cuja história sou eu mesma que escrevo...
Depende de mim,se nele haverá,dramas,comédias ou aventuras.
Às vezes,a gente 'escreve' palavras erradas,esquece de por vírgula,abrir parênteses;esquece das aspas,das exclamações.
E sempre 'termina' com uma reticencias.
E de propósito não se coloca o  ponto final.
Chega um 'ponto' que você pára pra ler o que foi escrito por suas próprias mãos.
E percebe que existe partes que não necessariamente precisavam ter sido impressas naquela folha.
Para não correr-se o risco de essas páginas serem lidas,relidas,revividas no futuro. 
Ao invés de ponto final na historia,eu arranco as páginas do livro,já marcou o suficiente.
Não precisa de registros caligráficos,já bastam os da memória...
Lendo um novo livro...
Alguns capítulos deste, não precisa ser lidos por ninguém.
Sem registros...
Faltando páginas agora.
É assim que tem que ser?
É assim que vai ser!
.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sobre Cores & Viveres

[...]as 'paginas em branco' que tanto queriamos ver preenchidas, coloridas, ou simplesmente riscadas com um lapis cinza...[...]
por: Fer Siqueira


Nos perceber incompletos pode doer mesmo,e mais ainda nos perceber singular,quando tudo o que precisamos é o plural,composto talvez;composto de cores.
Colorir o nosso papel em branco,ou quem sabe uma imagem preto e branco depende de nós mesmos,e não de uma caixa de lápis de cor perdida no tempo.
O nosso colorir é nós mesmos que fazemos.Simplesmente vivendo.
Ainda que numa situação de vazio,de solidão de falta de afeto e carinho.
E de repente a cor tá na nossa frente debaixo dos nossos olhos,mas por medo de não ficar um colorido legal a gente inconscientemente prefere deixar o papel em branco ao sair por ai procurando lápis,giz de cera,canetinhas coloridas pra colorir o viver.
Medo de se descobrir artista capaz de colorir a própria arte-vida.
Não olhar somente pro passado com o ar nostálgico de que lá as páginas eram coloridos e tinham vida.
Mas olhar pro hoje,e porque não pro amanha e sair a caça.
Onde foi que eu deixei meus objetos de por cor na vida?
Em que canto do viver eu os deixei escondidos por medo das cores desconhecidas?
Tenha certeza de que elas estão por ai,(as cores) ansiosas por cumprir sua tarefa de existência,que é colorir o nosso viver.
Da uma olhadinha nos cantos,ou tente lembrar onde foi q as viu pela última vez,e saia por ai colorindo a vida.
Tirando os tons opacos e se tornando o maior artista plastico que pode existir se tratando de cores e viveres.


(viagem a outros mundos,outros planetas²)

O sentido da peça que faltava

"Por outro lado, o quebra-cabeças do viver não nos impõe limites - não existem peças de contorno, que delimitam até onde podemos ou não ser preenchidos, completos, inteiros..."
                                        (Fer Siqueira)


[...]A ânsia de ser preenchida novamente é maior que os limites impostos pelos formatos das peças.
E de repente com o passar do tempo,você olha pra traz e vê que muitas peças se encaixaram,mas que talvez pelo tamanho pequeno a gente as perde no caminho.
Mas me permito o desafio de prosseguir sem elas,e me permito ser encaixe pra outros quebra cabeças que assim como o meu,necessitam ser preenchidos e completos.
É esse o sentido.
Não focar somente nas peças que me faltam,mas me permitir ser a peça que faltava pra completar um outro quebra cabeça-gente.
E assim,a gente descobre o prazer de ser peça,de ser quebra cabeça incompleto,e ir além.
Ser a peça que preenche um outro.
Talvez por isso todos temos esses espaços.
Exatamente pra outra peça vir e me completar;e assim sendo,tornando um só quebra cabeças...
Os espaços existem pra serem 'lindamente preenchidos'.


(viagem a outros mundos-outros planetas.)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Porque crescer sem doer,é inevitável


Aí você se percebe adulto...
Você caminha pela vida,cada fase uma estação.
Como num jogo de game onde precisa mudar de faze...
Você se depara com situações difíceis,muito difíceis e doloridas.
E dá vontade de gritar sua mãe,como há um tempo atrás  faria.
Gritava a mãe quando subia numa árvore e não conseguia descer,tinha medo de pular,e não lembrava mais o caminho de volta ao chão.
Uma pena que quando se é adulto,não tem a quem gritar pra te tirar dessa ‘enrascada’ que você mesmo se meteu.
Você sobe demais nessa árvore-vida,e depois não sabe o caminho de volta dos ‘erros’ cometidos.
E ai,você se acomoda lá em cima,se encaixa entre um galho e outro,até que começa a anoitecer,você não vê ninguém capaz de te tirar de lá;suas costas começam a doer.
Suas pernas pesam pela falta de movimentação lá em cima.
Desespero.
Depende só de você,descer ou continuar lá em cima sozinho,com dor...
Você grita.
Em vão,quem poderia te ouvir lá de cima?
Como o caminho de volta você não sabe mais,se iludiu de tal forma que esqueceu de tudo,de todos,de tudo que já escutara sobre a ‘árvore’-vida.
Decisão...
Você salta.
Cai em cheio no chão.Duro,gélido,sozinha.
Como adulta agora,você tem que lidar com seus machucados,feridas e arranhões dos galhos da árvore.
Não somente lidar,cuidar,lavar com sabão,desinfetar tudo.
Arde,dói.
Não sabe se dói mais o ardor dos machucados,ou o ardor da sua solidão por ter crescido.
O fato é,crescer,viver,se machucar,sofrer,amar,morrer,subir e cair de árvores,sempre foi e sempre será inevitável.
Só assim você se descobre adulto,maduro,dono e responsável de seu destino.
Caí,machuquei,sangrei,chorei.
Me levantei,bati a poeira,lavei os machucados,passei remédios usados na infância;amor e paciência.
Já me encontro pronta pra outra,outras árvores.
Outros viveres,outras feridas e crescimentos.
Porque crescer  sem dor é também inevitável.

quinta-feira, 14 de junho de 2012



O que se faz, quando se tem vontade de chorar?
As lágrimas chegavam aos olhos com facilidade, mas ele não as deixava cair.
Não, não era vergonha.
Era um choro contido. Choro bandido. Escuso.
Saudade?
Não sabia se isso existia.
Corria, por lugares, por de sóis, mares.
Corria pela vida...
Passado, presente, futuro. Do que viveu, e do que um dia quem sabe viveria.
Cansado, não parava ainda assim.
Queria chorar, e tinha medo de que as lágrimas não tivessem fim.
A vontade era desligar o telefone, o computador, os olhos, o sentimento, o coração, a mente. 
Parar de tudo, inexistir.
Vontade de inexistir, existir, resistir, desistir, correr, correr, correr.
Voltar, juntar o que ficou, o que restou, aquelas velhas fotos preto e branco, ainda não reveladas, juntar as sandálias trocadas, juntar as lágrimas caídas, e seguir.
(autor desconhecido)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Externo-me,interiorizando-me...



E de repente,me pego noutro planeta talvez muito maior que este.
Faço viagens,vou à lugares jamais visitados por qualquer vida na terra.
Me vejo perdida nessas ‘viagens’ e só um chacoalhão pode me tirar de lá...
Penso.Logo, (des) - existo

Pensar...(ando)
É lá que me perco,e talvez me encontre.Ou me encontro e depois me perco.
Não sei identificar a ordem.
Pensei em mudar,em aceitar,em me revoltar,pensei em sumir,em mandar tudo pro alto.
Pensei em simplesmente não pensar mais.
Em não agir,em ficar inerte a toda e qualquer situação.
Pensei em falar tudo o que pensava,mas meus pensamentos me diziam que não valeria a pena.
Pensei em ir,em ficar.
Em voar,e em submergir em mim mesma-em meus pensamentos. 

Pensei em sonhar,e em 'cair na realidade.'
Pensei em duvidar,em acreditar,em dar chances.
Em simplesmente não ouvir.
Pensei em continuar pensando.
Passeando...em mim,dentro de mim.
Esse é meu problema,pensar demais.
Faço meus cálculos,analiso daqui,dali...
Nunca fui boa em matemática,e meus resultados finais nem sempre são positivos!

#externando-me 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Exprimindo faltas...




Saudade com gosto salgado de lágrimas noturnas e solitárias.
Com sons silenciosos de estalos escancaradamente escondidos.
Com formatos de ‘conchas’ perfeitamente desajustadas em um sub-mundo;
Sub-planeta.
Saudade com cheiro nostálgico daqueles olhos que sorriam ao me olhar de dentro;
para dentro de mim.
Saudade com o conserto duplo de pianos-vidas;
vidas consertando histórias.
saudades divididas...
Compartilhadas...
entre gosto,sons,formatos,cheiros e teclas.
Vidas vividas longe,porém juntas.
Do lado de dentro, 
dos olhos,
dos sons,
do viver,
do coração,
do sent-[ir].
Da - saudade.

ps:em um domingo qualquer.