quinta-feira, 16 de agosto de 2012

"Sentimento de lata/Ferrugem de gente"



Eis que um ser  supostamente 'de lata',se 'encanta' por alguém diferente de sua realidade 'física.'
Algo impossível,tendo em vista que elas são desprovidas de sentimentos e emoções.
A pobre latinha vive esse 'sentimento platônico' em silêncio.Por um tempo,prefere não exteriorizar o que 'sente'.
Até que o sentimento cresce,como acontece com os seres humanos(quando eles se permitem),e ela não consegue mais conter a 'inundação de sentidos' dentro dela e mergulha-fundo,se afoga.
E esquece que latas não devem se molhar.
O tempo vivido 'cego' durante aquela inundação de sentidos faz com que ela não perceba sua ferrugem que começa aparecer em suas dobras-falhas-'humanas'.
A lata começa a ranger como uma porta enferrujada,range, 'sangra','chora'.
'Encantada',promete a si mesma não se permitir adentrar nesse 'lago profundo' que é o sentir.
E percebe que precisa aprender a viver como lata,e a cumprir sua tarefa de existência.
Simplesmente,ser-lata.
E deixar isso para os que foram criados propriamente para o 'sentir'.
O problema é que,os que foram criados para sentir,querem ser ou,se comportam como lata.
E preferem não sentir.
Assim,as 'criaturas' ficam desordenadas,cumprindo funções que não foram pré-estabelecidas por suas naturezas.
O que se faz,quando latas 'querem sentir',e seres humanos preferem ser como latas?
Latas 'se encantam' por seres humanos e humanos tapam os olhos dos sentidos por medo de se abrir ou, enferrujar quando por acaso as lágrimas escorrerem por suas 'falhas-humanas'.
Hoje,sou um pouco lata e um pouco gente.
Porém,ambos enferrujaram.
Se molharam nos rios-lágrimas que existem no mundo do sentir.
Precisando de 'óleo' nas minhas 'ferrugens de gente.'

Quando se sente,independente se é lata ou gente,não há necessidade de fazer sentido.
Permita-se sentir.







sábado, 11 de agosto de 2012

Feliz dia dos pais,papai...

Hoje eu ouvi que não deveria lamentar sua ausência...
Como não o fazer?
Foram raros os abraços dados e recebidos no dia dos pais,mas os telefonemas sempre existiram.
E hoje eu sinto falta da sua voz do outro lado da linha agradecendo sua 'neguinha' pelos parabéns.
Eu me contentava em somente ouvi-lo,eu juro que contentava.Mas hoje eu sinto falta dos abraços não dados,e que nunca mais poderemos fazer.
Ser pai não é somente ter uma presença masculina em casa.Eu nunca tive.
Mas sempre tive convicção de ter um pai,ainda que para outras pessoas isso não fosse suficiente.
Para mim era.Tê-lo de vez em quando,ou duas vezes ao ano que fosse...
Para mim,era mais que suficiente,eram mágicos esses momentos.
E não venha ninguém me dizer,que não devo sofrer sua ausência por não ter 'convivido' tanto ao seu lado.
Onde está escrito que para amar seu pai deve-se viver 24 horas ao seu lado?
Não.
Vivi muito pouco com o senhor.Mas foi o suficiente para me fazer essa falta danada.
Para me deixar esse buraco no peito,que nada,nem ninguém preenche.
O suficiente para chorar toda vez que sonho com o senhor.
O suficiente para chorar toda vez que vejo um carro da cemig na rua,e saber que não é meu pai que tá la dentro pra me dar tchau e gritar um 'Deus te abençoe minha filha'.
O suficiente pra me derramar em lágrimas escrevendo esse texto,porque o senhor não vai lê-lo.Nem ouvi-lo.
Vida ingrata essa!!!Mas prometo que não vou reclamar.Mas sim agradecer.
Agradecer à Deus,nossos raros momentos juntos,mas que foram lindos.
Agradecer à Deus,por ter me dado de presente o melhor pai do mundo.Ainda que os outros não pensem assim.
Agradecer à Deus,por eu ter convivido com alguém que me deixou de herança a melhor personalidade que eu pudesse ter.
Agradecer à Deus,porque você me deu tudo o que pode,é nisso que eu acredito Papai.
Irmãos lindos,sobrinhos lindos...
Talvez não tenha sido meu herói como é o sonho de todas as meninas,mas foi a pessoa mais incrível que eu conheci.
Feliz dia dos pais papai,daí da onde o senhor estiver.
#FazFalta
:'(

"Confusão organizada"

Abri e fechei  esse editor 'mil vezes' hoje...
Acho que tenho tanto pra falar,que as palavras me traem e não são capazes de extrair tudo que ta aqui dentro.
Notei que é mais fácil escrever quando se tem 'alguém imparcial' me ajudando,tirando de mim coisas que talvez eu mesma desconheço.
Agora Senhorita Juh andará com as próprias pernas,ou,escreverá com suas próprias mãos;sem ajuda,sem alguém pra segurar a sua mão.Ou alguém pra te ensinar a escrever em 'letra cursiva'.
É...vai,pega seu lápis cinza mesmo,esquece as cores.
Hoje elas não tem mais importância,enfatize as palavras-viveres-internos.
Notei que  as cores são supérfluas,quando se tem necessidade em exteriorizar seu desespero.
Desespero do medo do tempo levar o que ainda resta,medo de se perder pra sempre,medo de não ser capaz de compartilhar mais os sentidos,medo do nunca mais,medo do pra sempre ser uma verdade inventada;medo,medo,medo.
Saudade,falta,medo.Ele (o medo)sempre volta,nos pensamentos,nos sentimentos...
Maldito medo.
Não.Não é um texto redundante,é somente um retrato real dos meus sentimentos hoje.
Um retrato,'preto e branco',cinza,triste,nostálgico do lado avesso do meu exterior.
Nada bonito.
A não ser,que sofrer seja bonito.Aí sim,seria um lindo retrato desse 'feio' sentimento.
É,parece que tá fluindo,mas ainda falta alguma coisa.Percebe?
Ando percebendo tanta coisa...
Minto,não são muitas,é uma só.A falta.
Ela,assim como o medo,tá se fazendo assiduamente presente.
Estranho neh?!
Uma 'falta'/presente!
Ou,uma presença distante?
Presente,do lado de dentro.
Confuso?É,talvez seja.
Mas eu nunca fui exatamente exata.Não o serei agora.Certo?
Quem sabe...
Quem sabe onde,quando,cadê?
Aqui,esquece!
Acho que fico com a segunda opção.Sempre,desde a escola,a primeira opção não é muito segura.
A presença distante,'presente' pra mim,presença em mim...
É mais importante assim,'daqui,de dentro,ninguém tira'.Sacou?!
Coisa estranha Juh.
Sim,'meu estranho natural'.
Parece que notei por aqui mais coisas,do que quando somente penso,ou somente sinto.
Compartilhando pensamentos,sentidos e 'faltas/presentes'.
Não precisa entender.
Sinta como eu sinto.Muito,tudo!






quinta-feira, 2 de agosto de 2012

'Dando' brilho às estrelas



Hoje o céu ganha mais uma estrela reconhecida e autenticada por mim.
Soa um tanto quanto infantil dizer assim,mas é que quando se é criança as dores doem menos,até mesmo sabendo que nunca mais se verá alguém.
Hoje é um daqueles dias que me faz ter saudade da infância.
Eu me machucava,minha mãe vinha,dava aquele beijo cheio de amor e curava os ralados.
É...

Hoje é um daqueles dias em que gostaria muito de receber o beijo de mãe no coração. 
Dizem que nossos sentimentos são organizados em 'gavetas' no nosso coração;hoje um beijo na 'gaveta' da saudade curaria toda dor que invade esse músculo.
Acredito que a gaveta do meu coração não foi suficiente pra guardar toda saudade que habita nele,de todas as pessoas que já se foram da minha vida ou já viraram estrelas,e transbordou...
Toda a saudade sentida por mim até hoje,elas se fundiram,se fortaleceram e fizeram um motim.
E eu,me rendi...
Eu.Me.Rendo.
Sim,só por hoje eu me rendo.
Amanha eu volto a ser forte,eu volto a sorrir.
Mas hoje,eu me revolto contra a morte,mesmo reconhecendo o brilho das estrelas.
Hoje eu me rendo a saudade.
Saudade da infância.
Saudade de dores menos doídas.
Saudade dos beijos que curavam.
Saudade de quando eu não reconhecia nenhuma estrela no céu como minhas.
Porque hoje,o brilho dessas estrelas me trazem nostalgia ao invés de admiração.
Hoje eu quero exercer o meu direito de me render à ‘tristeza’ de ter tantas estrelas no céu.
Estou de luto.
Hoje,amanha não mais.E se é assim que tem que ser.
Que seja intenso,como tudo em mim.
Intenso,como o brilho das 
minhas estrelas’.

(Saudade compartilhada,dando vida e lugar às palavras)