segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Morfina para os excessos de faltas...


O lado ruim dos relacionamentos é que eles acabam.
Como tudo em mim só existe em excesso, sua estadia dentro de mim também é. 
Você me ocupa todos os espaços, da cabeça, do coração, está na minha corrente sanguínea, nas células...
Não me sobra nada, como um vírus que se alastra pelo corpo, você se alastrou dentro de mim. Tenho metástase de você, e não tem Morfina que cure a dor de ter em excesso dentro, e não te possuir.
Inspiro e aspiro você o dia todo, e quando eu durmo você está nos meus sonhos-pesadelos.
Acordo suada, em desespero saio em busca de esquecer sua presença noturna dentro da minha cabeça.
Tento me distrair olhando pro céu azul, mas azul era nossa cor preferida e de repente as nuvens no céu desenham seu rosto, e o vento que sopra, sopra seu cheiro em minhas narinas.
Os pássaros cantam, e a melodia me conduz até a nossa música, e olha que eu nem entendo de músicas, era você que fazia isso e fazia tão bem...
Me fazia bem.
E hoje tudo dói, cada lembrança dói; o coração e todos os músculos do meu corpo.
A metástase está me levando de mim.
Novamente. 
Uma vez que você já me levou quando soltou da minha mão e permitiu que eu saltasse do 20° andar sem suas asas de Borboleta pra me colocar segura no chão.
E hoje, além de morrer de metástase de você, morro também do impacto do meu corpo com o chão.
O lado ruim dos relacionamentos é que eles acabam.
Acabam com quem fica com os excessos.
Me acabei;
Morri;
de novo.

Status: Aguardado meu tempo de Fênix pra renascer das cinzas.

E por falar em cinza, cadê as cores dos meus dias? 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Transbordando você



É quando não caibo dentro de mim que me deságuo por aqui.
Os meus excessos já são tantos que quase não consigo mais me expressar. Abro e fecho o editor, tento organizar em mim todos os sentidos escondidos que anseiam ser ditos-livres.
Transbordo.
Transbordo em dizeres embutidos, me transbordo de dentro pra dentro de um nó’s que só existe no mundo das ideias.
E como queria que fosse tudo real, que as nossas ruas se encontrassem num cruzamento movimentado.
Como queria que fosse possível parar o tempo num de nossos encontros. 
Ainda que seja no “oi, como você esta?” “A tá tudo muito corrido...”
Como queria que seu tempo corrido parasse no meu, pra descansar nos meus braços e adormecer ao meu lado.
Por mais que abstraia, que distraia, entre um pensamento e outro é sempre em você que eu paro.
Mas o tempo é traiçoeiro e passa rápido demais.
Quando eu vejo, o presente ao seu lado já se tornou “pretérito-imperfeito”, e novamente me encontro no mundo das ideias, onde tudo é perfeito.
E tenho sonhado com sua ‘perfeição’, com seu sorriso, com seu pequeno abraço.
Mas é que mesmo pequeno eu caibo tão bem dentro dele, que poderia morar aí pro resto da minha vida.
E é entre uma noite insone e outra, que te encontro nos meus excessos de cruzamentos movimentados aqui dentro.

E percebo que tem trasbordado você dentro de mim. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Com o olhar do outro

Compartilhando insônias...

Tinha nos olhos uma esperança infindável, olhos de querer que o mundo inteiro coubesse em suas mãos.
 Ah, aqueles olhos, olhos estes que desejavam ver todos os pores do sol e todos os nasceres da lua para sentir que, dentro de seu peito havia ainda um coração que tilintava. 
Sentia, e ah! Como sentia. 
Sentia não caber dentro de si a vontade de conhecer o mundo, sair sem rumo, pra um lugar qualquer. Conhecer a bagunça de outras pessoas, já cansada de sua própria.
Tantas vezes fechou a porta das suas próprias vontades, ora por achá-las tolas, ora por medo de errar. Mas, errar é humano, lhe disseram. 
Não gostava da sensação de errar, sentia que lhe atrasava a vida, até que caiu na real de que a vida é construída em cima dos erros. Amadureceu, cresceu, amadureceu mais e continua na ânsia de viver coisas que pensa estarem longe de seu alcance, aqueles sonhos que só conta para o travesseiro.
À noite sempre lhe é mais agradável, o silêncio lhe conforta, o manto de estrelas lhe abraça e lhe coloca para dormir. Sente como já disse que todos os dias são uma oportunidade de fazer tudo diferente, tudo mudar, tudo de novo (talvez), tudo de tudo um pouco. 
Sente que a liberdade e aconchego possam estar na ponta de um lápis de cor rabiscando um sol amarelo numa folha de caderno.
E, por último, aqueles olhos enxergam um futuro no qual poucos lhe atribuem.
 Os mesmo olhos dos quais por diversas vezes não precisam de palavras que os traduzam, falam por si só. E, sempre que a noite cai, e seus olhos não conseguem mais enxergar, ouve o som do seu coração sufocado falar bem baixinho: “acredite, tudo vai dar certo!”. Então adormece. 
Amanhã é um novo dia afinal.

Das Insônias alheias...

Tassiana Garcia-Alma de artista, coração de poetiza. <3

sábado, 30 de novembro de 2013

Mudar faz-se necessário



Adeus Asteroide...

Adeus sub-mundo onde existia, e coexistia um nó’s que se desfez no tempo.
Tempo este, onde nascemos e morremos por tantas vezes, vinte e sete pra ser exata.
Como tudo um dia acaba, os motivos pelo qual o Asteroide existiu, também passou. E só restou as palavras que se eternizaram nele.
O que não diminui as memórias e todo o extremo do sentir que habita o Asteroide. 
Assim como o Pequeno Príncipe um dia voltou para o planeta dele, o Asteroide, voltou para seu lugar de origem e adormeceu.
Deu lugar ao meu lado coruja, que se escuta depois que o sol se põe, e a cidade silencia. E ouvindo-me traduzo em palavras o sentir manifestado no silêncio noturno.
Insônia...
É o que restou dos nós, agora desfeitos.
Porém 'Almas uma vez entrelaçadas, jamais se deslaçam!'
O Asteroide amadureceu, e escolheu manifestar-se no 'Insone'.

Um Capuccino extra-forte por favor?!








O título também se foi

Eu  não me sou, se não a tenho.
Cadê eu?
Com sua partida foram-se meus poemas, minhas rimas, meus sonetos, minhas prosas.
Nossas prosas, (filosóficas em sua maioria).
Foi-se o eu poeta- poetiza, o eu-amor.
Sem seu olhar a me fitar não me vejo. 
Não tem espelho que me permita este feito.
E hoje eu só precisava me enxergar nas suas retinas.
Seus olhos que embora negros, conseguiam iluminar minha alma-versos. Seu corpo espelhado ao meu, dando-me inspiração a prosear no Asteroide.
“Aonde está você agora, além de aqui dentro de mim?”
É entre a falta que tua presença me faz, que percebo as lacunas deixadas por tua ausência, que me procuro nos labirintos do sentir, e não me acho.
Não me sinto. Não me sou.
Cadê eu?
Cadê você?
Preciso de você para ser.
Ser.
Se?
Era, éramos.
Poesia.

Eu não me sou, se não a tenho! 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Insone

Não tem jeito, nunca vai mudar.
Há um ciclo nesse tal de amor. Começa curando, termina doendo!

Você percebe que algo está realmente errado quando pela sétima noite você está sem sono, sem fome, e com um vazio enorme no peito.
É madrugada, há sete dias meus pensamentos me traem e pensam só o que eles querem. Não adianta tentar abstrair, distrair ou qualquer outro adjetivo.
Tudo me lembra você, meu quarto, meu sofá, a mesa da cozinha, minha varanda, meu cachorro, o eco do tic tac do relógio, o pulsar do meu coração. Este, por sua vez, tem apanhado feio do efeito das memórias que insistem em me invadir.
O motim que antes era da bagunça do meu quarto, hoje está nas lembranças, e no coração. E eu já não os controlo mais.
O que antes veio aparentemente para curar, hoje machuca, dói, fere, sangra, mata.
E eu passiva, morro. 
Sem reagir, levanto as mãos e entrego tudo o que eu tenho, ou tinha.
Morro por um amor que já me matou outras vezes, e por este mesmo amor, eu fiz questão de renascer para revivê-lo com toda dignidade que pensei que ele merecia.
Errei.
Errei feio quando entrei naquela rua escura do sentir, confiante nos meus passos (que antes tinham os seus ao meu lado,) não sabia os riscos que corria.
Não sabia que na primeira rua sem saída, você voltaria atrás ao invés de saltar o muro comigo e desbravar  o horizonte que nos esperava por trás dele.
E não bastava partir,  e me deixar sozinha na rua escura/ Tinha mesmo que destruir o órgão vital para mim, que já foi vital pra nós?
Hoje, é entre minhas noites insones, cafeína e cigarro que vasculho entre os destroços, algo que tenha se salvado do meu coração, que você fez questão de quebrar.
Junto os pedaços, os colo. E o tic tac do relógio me diz para esperar a cola secar, e  isso, é só com o tempo.  
Para quem sabe recomeçar um outro ciclo, onde se vive e morre novamente.
E que este, me devolva o sono, os sonhos, e a saúde do meu coração.


"Um café e um amor. Quentes por favor!"




"And who do you think you are?
Runnin' 'round leaving scars
Collecting a jar of hearts
Tearing love apart
You're gonna catch a cold
From the ice inside your soul
Don't come back for me
Who do you think you are?”
“Você vai pegar um resfriado do gelo dentro da sua alma”

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Shiiiu... Silêncio.

“Exercendo meu direito de permanecer em silêncio. Só falo em juízo com a presença dos meus advogados”

Eu, que sempre prezei pela argumentação até que me entendessem, eu que sempre prezei pelas cordas vocais em ação, sempre prezei pelos sons da minha voz ao silêncio, escolho, silenciar-me.
Pela primeira vez eu escolho por entrar dentro do meu casulo, ou bat caverna e encontrar comigo mesma.
Me afasto, me silencio, e me ouço, me conheço, (ré)-conheço.
Percebi que preciso desse tempo entre os meus eu's , para me resgatar, ir ao fundo do poço buscar os meus restos e voltar com o balde cheio.
É que nesse meio tempo entre meus 23 anos, passaram tantas pessoas, me doei tanto, que hoje me falto pedaços.
E para eu me ser novamente, é necessário me (ré)-construir, me (ré)compor.
RÉ = Voltar atrás e juntar os destroços do meu coração, para me conhecer novamente, me compor novamente, me construir novamente...
E é entre a desaprovação das pessoas, que cedo à minha vontade. Não que eu esteja sendo egoísta ou desistindo da vida, ou de mim, ou de qualquer coisa. É justamente para não desistir de tudo que escolho me “internar para um tratamento intensivo.”
Como um acidentado que chega ao hospital e vai para o CTI, estou no meu CTI, me tratando, me ouvindo, me silenciando.
Eles não entendem que hoje eu dependo do meu silêncio para voltar inteira para eles.
É que eu não me contento com restos, ou pedaços, e não quero ser metade pra ninguém.
Se não for pra ser inteira, não seja!
Hoje ninguém vai me tirar o direito de ficar na bat caverna ouvindo o barulho da chuva lá fora, com minha xícara de café, na companhia dos meus silêncios.
Sem clichês de que “é só uma fase”, “você vai sair dessa” ou “ninguém merece seu sofrimento”, “você precisa reagir”.
Estou reagindo, e minha reação é esta, me trancar dentro de mim mesma, e ficar de conchinha com meus pensamentos, dúvidas e conclusões.
Talvez dure sete dias, ou vinte e sete, quem sabe?!
Mas hoje descanso minhas cordas vocais e dou férias à argumentação.
Por todos esses seiscentos e trinta e cinco dias eu me silencio, e me ouço.

Shiiiu!!! Silêncio. 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Motim



Cheguei, tirei os sapatos e a mochila pesada das costas, tirei os óculos embaçados das lágrimas derramadas, e me joguei em meio à bagunça do meu quarto.
Olhos fixos no teto branco, encaro com frieza a lagartixa que passeia presa ao teto. Na parede algumas fotografias também desordenadas.
Pelo chão roupas sujas, limpas, alguns pares de meias perdidos, sapatos com os pares separados, cama por esticar, ursinhos jogados, embalagem de chocolate, e a caixa de lencinhos vazia...
Ligo a tevê e percebo que não é só meu quarto que necessita de limpeza e arrumação.
“O mundo está ao contrário e ninguém reparou.” Ninguém repara, ninguém se importa se o mundo, ou, seu quarto está bagunçado; (as pessoas estão ocupadas demais para isto).
Minha mãe bate na porta.
“Entra”.
Respondi com a mesma frieza que olhei para a lagartixa.
“Mas que bagunça é esta Elizabete? Vamos, vamos arrumar este quarto. Você não tem vergonha de trazer suas amigas aqui desse jeito?”
(Retiro o que eu disse quando falei que ninguém repara. Mães... elas reparam tudo. E mais, te obrigam a arrumar).
Mas é que hoje eu quero deixar ele assim mesmo, bagunçado, sujo.
E quero ficar aqui do jeito que ele está. Ninguém, (além da minha mãe) vai entrar aqui, muito menos notar que as coisas estão fora do lugar. 
Quero ficar aqui com minha bagunça, tendo a lagartixa como amiga, e o teto branco como companhia, logo mais a noite chega, eu apago a luz, e posso chorar em paz.
Sem explicações e faxineira pra “arrumar” minhas coisas. Só eu, bagunça,  lagartixa e  só.
Sós!
Um estalo...
A bagunça “cria vida,” (como uma animação de desenho), e começa uma espécie de ‘guerra de travesseiros’ nada divertida.
Guerreiam para ver quem me destrói primeiro. 
A princípio pareço forte e inatingível, as horas passam, e o cansaço é eminente.
Me entrego.
Não posso lutar sozinha contra o motim da bagunça do meu quarto.
Eles são muitos, e  seria em vão, encará-los sozinha.
É tanto  tanto,  que me perco de mim em meio à bagunça, e a rebelião.
Começo a me procurar...
Dentro do armário, debaixo da cama, atrás das cortinas, por entre os pares de meias...
Impossível, enquanto não colocar tudo em seu devido lugar não me encontro mais.
E talvez perder-se, seja a melhor forma de se encontrar inteira novamente, ainda que para isso demore anos,  vinte e sete. Ou, quem sabe, isso dure só essa noite.
Isso não vem ao caso.
Cansada, perdida dentro do próprio quarto, me deito encima do monte de roupas pelo chão novamente.
Olhos fixos no teto, adormeço.
Para quem sabe em sonhos eu possa me encontrar em ordem e feliz.
No meu, ou, no quarto que era nosso. 

domingo, 20 de outubro de 2013

Submersa em ausências

Eis que me encontro submersa novamente, mergulhada nos meus sentimentos de forma que não enxergo mais as coisas como são, se é que tem alguma coisa.
Uma necessidade absurda de dizer tudo o que sinto, todos esses gritos que silenciosamente me atormentam.
Mas não.
Me contenho, me controlo, mantenho a pose e o equilíbrio.
Mentira.
Às vezes me desequilibro.
Caio, ralo um pouco os joelhos, mas não foi nada, “pulou, pulou”.
“Levanta, sacode a poeira  da a volta por cima”?!
Sempre.
E de pulos em pulos, a gente acaba por cair dentro de alguém, ou, vice e versa.  
Assim como a ânsia de um vômito que vem até a garganta mas volta por não poder sair, são as palavras que tenho pra dizer.
Enxutas e sinceras, simplesmente porque eu não consigo, e não posso mascará-las.
Mascarar sentimento, é coisa de gente covarde, e covardia não combina comigo.
Logo, escancaro, grito pra todo mundo ouvir.
Com cicatrizes nos joelhos e no coração, com lembranças de um pretérito imperfeito quase que presente, entre tombos e ânsias, que consigo extrair de mim a necessidade de voltar à superfície.
Porque é na superfície que você está, e eu estou afogada pelos sentimentos que sua ausência me traz.

Desconcertada

Me desculpe chegar assim sem avisar, sei que é falta de delicadeza, mas é que pensar em você faz com eu me esqueça desses detalhes.
Posso entrar? 
Posso me sentar por aqui, e tirar o salto?
É que eles estão machucando, e não queremos machucados por aqui não é mesmo?!
Já ia me esquecendo, trouxe um vinho. 
Sem segundas intenções, é só pra regar a noite e pra gente ter o que fazer se por acaso o assunto acabar.
Não sou tímida mas sua presença me intimida, e o vinho ajudaria nesse aspecto também.
É fato, que a vida não foi muito generosa com a gente, mas vem cá moço senta aqui do meu lado, posso te fazer um carinho? 
Pode parecer meloso eu sei, mas é que se tratando de você eu nunca sei que medida usar, você me desconcerta, e eu fico meio perdida entre te fazer um carinho, ou simplesmente conversar a noite a toda.
Não, eu não me importo em conversar a noite toda. Tá vendo? Já me perdi de novo.
Na tentativa de não parecer uma retardada apaixonada a gente acaba parecendo.
Me desculpa por isso.
Prometo parecer o mais normal possível na próxima.
Tem muita coisa que ainda não sei, mas hoje sei que quero estar perto de você, pra um vinho, um filme, um brigadeiro, seja la o que for, se a companhia for você o ingrediente não importa.
Me perdoe por estar sendo prolixa às vezes as palavras nos traem, e nos perdemos no meio delas.
Moço vou indo.
Obrigada pelo vinho, pela conversa e pela companhia desconcertante.
A propósito moço.. " Eu quero te roubar pra mim"♫♪






terça-feira, 15 de outubro de 2013

Escolher-ia...


E eu te escolheria independente de qualquer coisa ou alguém.
Hoje, estamos livres. Não precisamos mais fazer escolhas, porque elas doíam em você não é mesmo?
Pode ficar em paz agora, não tem mais nós, não tem mais  cuidados, nem carinhos. Não têm mais nossos dedos entrelaçados, nem a segurança nos olhares.
Não tem mais os abraços protetores, nem filmes, nem brigadeiro, nem brigas.
Nem-nada.
Não tem nada!                    
E você não precisa mais perder seu tempo pensando em que escolha deve fazer.
Não. Relaxa, o problema de não termos dado certo, não é seu, é meu.
Eu sempre quero muito, exijo o muito não é mesmo? E meus extremos não couberam nos seus espaços tão pequenos, tão suficientes. 
Suficientes pra você.
Eu sou exagerada, e sempre exijo demais das pessoas. Me perdoe por isso?!
Voe Borboleta, você é livre agora. 
Sem casulos, sem coração pra te aprisionar, sem algemas na alma, opte por sua liberdade agora Borboleta.
Sem escolhas doloridas, é teu direito. Borboleta livre pra voar/cantar/encantar em paz.
Não tem nada!
Os espaços que eram preenchidos por um (nó’s), plural, colorido, é só um nó-só. Cinza.
E  mesmo na liberdade que o vento nos proporciona hoje, eu escolheria voar ao seu lado. Ou quem sabe, nas suas asas.
Por todos os motivos do mundo, eu, escolheria você! 

Escolher-ia.
 Ir.
 Fui.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dia nublado


Amanheceu nublado do lado de fora, e logo escureceu também o lado de dentro.
A chuva umedece lá fora, e as lágrimas aqui dentro.
E nelas me afogo, peço por socorro mas você está longe demais pra me ouvir. Distante demais pra perceber a situação de perigo em que me encontro.
Triste destino... E eu só te queria aqui perto, nem precisava fazer sol. Quando se tem um amor, é sempre ensolarado dentro da gente.
Talvez seja essa nossa maior necessidade, alguém que simplesmente nos ilumine de dentro pra fora, que traga sol e sorrisos.
Hoje eu só precisava do seu sorriso entre aspas, pontos, dois pontos, reticentes.
Só precisava desse seu olhar escondido por entre lentes  me convidando a desvenda-los.
Uma notícia que seja, um oi...
O dia segue nublado, e cai tempestades noturnas quando sua presença não vem.
Continuo me afogando... Por favor, salva-me da humidade que sua ausência me traz, e me ilumine com seu sorriso?!
Um lindo dia de sol pra nós!!!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Permita-(se) viver


Vida... esse eterno surpreender-se.
Decepcionar-se.
Arrepender-se.
Se...
Se eu não tivesse saído. Se eu não tivesse voltado. Se tivesse feito outras escolhas, outros caminhos, outras pessoas...
Outros 'ses' eu estaria vivendo?
Talvez sim, talvez não.
Mas e se?...
Não tem se. As coisas acontecem como tem que acontecer!
Aparecem na nossa vida, as pessoas certas, na hora certa!
Deus escreve certo por linhas certas!
Não há erros em Seus planos.
Nós sim, erramos. Feio. Ferimos, machucamos, agimos sem pensar, pensamos e não agimos.
Somos O erro.
Mas e se, eu não errasse?
Eu, provavelmente não aprenderia.
Estaria fadada a ser sempre a mesma pessoa. E quem é que precisa de mesmice?
E quem é que não erra? Quem nunca se arrependeu, se decepcionou?
Quem nunca 'se'?
E a vida nos surpreende. E a gente a valoriza, após ter uma arma apontada na sua direção.
O preço? Um celular, e uma pedra de craque.
Mas e se fosse tudo diferente?
Eu certamente não teria descoberto o preço dos meus suspiros, dos meus sorrisos, dos meus sonhos.
Não, eles não têm preço.
Chega de 'ses'. Eu quero viver. Sorrir. Sofrer. Chorar. Me arrepender.
V.I.V.E.R.
Com todos os sons, e passar por todas as linhas escritas por Ele, certas ou erradas, não importa.
O que importa, é que tanto os 'ses', as decepções, os sorrisos, as surpresas, fazem parte da vida.
E se é dela, eu as escolho!
Permito-me viver.

Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir ♫♪


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Desgaste de blá blá blá

Cometerás homicídio? Quando começar a pensar já estarás longe. Pense, ame. Sem ser joguete, cacete, sem mal tratar. Ela deixou claro os seus surtos de amor que são engolidos nos seus silêncios pensantes e inteligentes. Sem desesperança. Fique bêbada, corte os cabelos até perder a cabeça. Mas não deixes morrer, não jogue na privada essa rosa e a aliança. Não pagues as contas sozinha, paguem juntas. Não volte para casa, lá não existe vocês. Olhe para trás, e não se esqueça das vivências. Olhe agora, o que é isso? Estamos esgotadas nessa sexta-feira treze do ano treze na hora treze. Espere, porque ela voltará logo. Cederás o que tiver sem entender e sem precisar saber voar. Dança como a bailarina torta, desce do salto ou até o chão, não importa a sua maneira. Sem procura de um novo amor, o amor esta ai. Antes de entortar as pernas e perder um grande amor, dancem. E quando pensa que já não é sua, compulsa essa ideia de ficar avulsa, vasculha a bolsa mas não há remédio que cure. Não se tranque no quarto, não esconda a cara, peça uma dose relaxante onde entenderás os porquês. Misture num copo e sinta o corpo sem sal, leia o signo mas acontece de não acordar. Precisas retomar a sede. Uma dieta de atleta para o cardíaco, uma nova era. Restaure esse desgaste, por favor.

Morato. Letícia

(Vindo de outros planetas, "Tempo silencioso e solitário") 
O Asteroide gosta de visitas! ;)

domingo, 8 de setembro de 2013

Está trancado

Cheguei, e percebi que se trancou ai.
Ei...
Destranque, ou, me tranque ai com você? 
Esses cadeados nos separam e isso não ta sendo legal. 
Não, eu não preciso saber da sua vida, eu só quero participar dela.
Talvez, como nos teatrinhos da infância, eu posso ser a árvore, nem precisa me dar o papel principal.
Eu me contento em ser coadjuvante, ou talvez figurante, só me deixa passar ai pro teu lado e ver a vida do mesmo ângulo que você?
Estar sem papel está me deixando perdida, necessito ter uma função para você.
Do ângulo de cá, a visão está turva e minha miopia está contribuindo pra que eu veja tudo de outra forma.
Ei... 
Destranca esse cadeado e me deixa entrar?
Me deixe novamente deitar no teu colo e sentir o compasso do teu coração? 
Daqui de onde estou não o ouço, muito menos vejo se seus olhos ainda brilham com a minha presença.
O cadeado é grande eu sei, mas posso te ajudar a quebrá-lo em mil pedaços se quiser.
Se quiser... 
Ainda quiser minha presença, e minha visão turva ao  te olhar nos olhos nos amanheceres juntos.
Eu não me importo de estarem embaçados, o pulsar do teu coração batendo junto ao meu, faz com que me sinta segura, e confiante. E mesmo embaçado, o som dele pode  me guiar se acaso apareça obstáculos pelo caminho.
Era assim que me guiava, e hoje, do lado de cá, ando meio perdida sem seu Tum Tum pra me indicar se é esquerda ou direita.
Ei...
Me deixa ser alguém na sua vida?
Pode me trancar ai não tem problema, eu esqueço minha liberdade e me prendo ao tum tum de seu coração. 
Me deixa entrar, e me permita ficar?

...Me deixa ser
A sua estátua
De jardim,
O seu cabide de casacos,
Só não me tira de vez
Da sua casa...♫♪





sábado, 24 de agosto de 2013

Acho que você desafinou...


Eu que não entendo nada de música, percebi uma nota errada aí.
Aliás, uma não, são várias, 27 talvez.
Você que tanto ensaiou, e se preparou para mim, e para você, e para  a platéia, desafinou e tem desafinado.
As pessoas já perceberam, não tente sair da apresentação como se nada tivesse acontecido, não adianta disfarçar. Disfarces não combinam com você.
Vista-se de você mesma, e me devolve pra mim.
Todos já sabem, eles têm as cifras em mãos, e puderam ver as escorregadas que você deu durante a apresentação-vida, talvez, sem querer. Ou não?!
Bem, isso não vem ao caso.
Eles também sabem, que teu canto me conquista, e que me derreto toda vez que você toca as teclas daquele piano.
Seus acordes, perfeitos ou não, visitam meus ouvidos, me iludem, e me levam de mim.
E hoje eu sinto falta do que fui, e preciso de mim para me ser novamente.
Se por acaso você ainda me tiver por ai onde está, me devolve pra mim?
Eu to fazendo falta aqui, e todo mundo já percebeu que não me possuo mais.
Seu desafinado tirou a atenção que era minha e acho quase impossível você acertar essa nota pra voltarmos a ser como antes.
Era na afinação de teu canto que eu me encontrava.
E hoje não tem regente nesse mundo que nos traga a paz de notas perfeitas, e vozes afinadas.
Isso depende de você, da sua dedicação em acertá-las e a platéia já percebeu que para você tanto faz...
Então faça alguma coisa para eu me ser, me ter como antes.
Se necessário, silencie teu canto, tua voz, teus dizeres, que hoje de nada mais adiantam.
Aja...
Invente, reinvente, modifique notas e me convença, me encante, ou, simplesmente pare teu canto, e me permita encantar por outros cantos.
E assim sendo, que meu coração não sofra mais com os 'ataques agressivos' de teus desafinados.
Que tua nova afinação me devolva pra mim. Amém!





quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Declaração de Quinta. F



Existem pessoas que te roubam de si, e outras que te devolvem.
Existem os que vem e logo partem, e aqueles que chegam pra ficar.
Existem os que te esfriam como uma pedra de gelo, e os que te fazem derreter e te aquecem.
Uns vão à sua frente, outros ao seu lado. 
Uns te são carga pesada nas costas, outros que te carregam no colo.
Uns que te pagam uma viagem pra lua, e os que a trazem de presente pra você.
Uns que te usam de escudo, outros que te protegem do mundo.
Os que te levam pra assistir a um show, e os que cantam pra você dormir.
Os que te entristecem, e os que te arrancam lágrimas de alegria. 
Os que te pedem um abraço, e os que te escondem dentro dele.
Aqueles que te apresentam poemas, e os que se tornam poetas pra te eternizar em suas obras.
Os que acreditam no acaso, e os que tem certeza que foram feitos um para o outro.
Os que amam em palavras, e os que amam em atitudes. 
E existe você, que consegue extrair de mim o melhor que eu posso ser. 



quinta-feira 15 de agosto de 2013 00:44 h


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Meu Eu amor

"E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também."


É nesse oceano de amor, me fazendo amor, que escolho me doar inteiramente pra você. Inundando seu ser com todo esse amor em excesso dentro de mim.
Amor esse que  tento controlar, tento não exceder, mas ele tem vida e vontade própria, e assim como eu ele é apaixonado por você, te ama sem que eu o incentive a isso. 
Meu Eu amor, te ama sem esforço nenhum, é assim naturalmente. 
E mesmo que não existisse 'eu' meu Eu amor te amaria, o passar dos dias têm me provado isso. 
A gente sabe que é amor, quando acordar sem a pessoa do lado começa a doer e incomodar.
A gente sabe que é amor, quando o desejo da gente é fazer como o Pequeno Príncipe e colocar nosso amor dentro de uma redoma de vidro, e protegê-lo do mundo.
A gente sabe que é amor, quando todas as músicas românticas nos remetem à pessoa. 
A gente sabe que é amor, quando percebe que enfrentaria um exército por esse amor.
A gente sabe que é amor, quando você sente saudade do cheiro, do toque...
Hoje tenho certeza, tudo o que eu vivi até aqui foram caminhos que me levariam diretamente a você. Independente dos labirintos em que já entrei, independentes das ruas sem saídas que já me encontrei, tudo foram pontes pra que eu chegasse até você.
E que bom que cheguei, que bom que me encontrou, que bom que nos encontramos.
Meu Eu amor sorri quando lembra do seu sorriso.
Meu Eu amor quer morar no seu abraço, quer se fundir a você pra não mais sentir saudades, pra não mais se entristecer com as partidas, e a distância.
Meu Eu amor, quer você aqui, e Ele já se decidiu. Vai te amar pra sempre.
Por que metade de mim te ama, e outra metade também! 


"Pra você guardei o amor 
que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar"
 ♫♪

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Pane no sistema

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ERROR


Pane no sistema, alguém me desconfigurou... ♫♪

Às vezes nos esquecemos que somos seres humanos e não máquinas.
Precisamos parar, descansar, colocar sentimentos e pensamentos em ordem.
Não somos um computador última geração que se reorganiza sozinho, ou se formata com o tocar de um ENTER.
Sou pessoa, que sente, que chora, que tem raiva, que sorri, que tem vontade de matar às vezes...
Mas o que fazer com tanta emoção dentro de nós?
Esquece.
Empurra tudo pra debaixo do tapete, mantenha a pose, coluna ereta  e o sorriso no rosto que ta tudo certo.
Não, não está tudo certo!
O HD ta cheio, o monitor ta queimando, a caixinha de som já não está la essas coisas, e a conexão com o mundo via Wi Fi ta falhando.
O teclado já perdeu algumas teclas e outras afundaram.
Acho que é hora de formatar o meu 'eu-robô' antes que ele decida desligar de vez, porque só reiniciar não ta resolvendo mais.
Um especialista por favor?
Dentro dessa máquina, há documentos que não posso perder. Há imagens que estão salvas para não serem esquecidas, por favor não as delete?!
Faz o seguinte?! Deleta os vírus, e os programas menos importantes, deixa pra mim as imagens que me remetem à coisas lindas já vividas, deixa também o Media Player pra eu não esquecer o som das vozes que me acalmam, deixa também os sons que me levam a bailar nas noites de solidão.  
Aaaa não se esqueça, deixa um bom antivírus instalado, porque sempre tem os mau intencionados prontos pra me desprogramar outra vez.

"Pane no sistema, alguém me desconfigurou."


Por favor, reinstalem o sistema?!!

ERROR




domingo, 9 de junho de 2013

Isso até parece amor

E eu pensando que demoraria uns 2 meses pra voltar aqui e escrever...
As palavras quase que saltam da minha boca pra dizer tudo o que tenho vontade, mas  me contenho, eu que mando em mim.
Eu que dito as regras do que falo, quando falo, pra quem falo.
Mentira.
É que adoro ser enganada, e quando eu mesma me engano não tenho em quem por a culpa depois.
Essa história de enganação já virou vício, e hoje me engano quando me faço de durona, quando finjo não estar morrendo de amores, por alguém que um dia me 'matou' pelo mesmo motivo.
É que sou meio gata, e tenho sete vidas. Talvez vinte e sente. (risos)
A verdade é que sempre que quis esconder de mim, eu te encontrava aqui dentro. E todas as vezes em que fugia de você, te encontrava em cada canto do meu eu.
Tentava não pensar, e pensava. Tentava não lembrar e te lembrava. 
Sempre assim. 
Simples assim.
É que te encontrando em mim, acabei encontrando também um estado de espírito que eu procurava a muito, e não havia encontrado.
Sem esses clichês de que você é minha alma gêmea, ou minha metade e bla bla bla de gente apaixonada.
O que eu sinto já amadureceu, e tá longe de ser paixão. 
Isso até parece amor.
Fixou no que eu fui, e no que eu sou. Nos fundimos, e você se tornou a melhor parte de mim.
Sem enganações e armaduras no coração.
Resolvi pagar pra ver/sentir/viver a intensidade de ser um, em dois.
Resolvi experimentar a loucura de me doar, e te encontrar em mim. 
Resolvi gramaticar a vida, e fazer do meu singular um plural colorido.
Não sou boa com poesias, e sempre que tento escrever algo 'inho'  fica ácido e sincero até o último perfume das memórias frescas de um nós construído entre lágrimas.
Mas é que tenho vinte e poucos anos, vinte e sete vidas, e nem todas as lágrimas choradas, foram suficientes pra apagar a vida que você trouxe pra mim.
É...
...Te encontrei.
 Me encontrou. 
Nos encontramos.
E sem enganações. 

Eu te amo!

sábado, 1 de junho de 2013

Escondido

Cansei de brincar de esconde esconde com você...
Sai do esconderijo, já ta escurecendo e daqui a pouco minha mãe chama pra entrar e tomar o banho...

Daí você percebe que a pessoa se escondeu num lugar muito distante. Você procura em todos os esconderijos imagináveis, ao redor de sua casa, os mais escuros...
Adentra naqueles corredores estranhos, com pessoas estranhas também escondidas, mas não encontra quem procura.
Cansada, volta pra casa. Já está quase na hora do jantar.
E vai faltar alguém à mesa nessa noite.
E em todas as outras que virão.
Se escondeu de forma que ninguém mais pode o encontrar.
Deve ter cansado e dormido onde se escondeu, ou, esqueceu o caminho de volta pra casa.
Nesse esconderijo não há rede de empresas telefônicas.
Não há conexão com internet, está incomunicável.
Não se pode ligar pra saber se está tudo bem.
Saber se algum dia pretende parar de brincar e ocupar o seu lugar à mesa novamente.
E o que incomoda não é nem sua ausência presente na mesa, mas o silêncio que grita nesses jantares sem você.
O silêncio das suas gargalhadas presentes na memória. 
A falta dos toques concretos de abraços antes de partir, depois de um dia cheio de brincadeiras.
Quem sabe se chamarmos os bombeiros, os policiais, os super-heróis de todas as histórias em quadrinhos, não conseguimos te encontrar e te trazer de volta?!
Espero que se lembre dos desenhos, e faça uma fogueira pra te encontramos com facilidade.
Tenho alguns abraços guardados pra quando resolver parar de brincar.
Bom, enquanto isso seu lugar continua vago na mesa e no coração.
Sua presença continua na memória.
E eu... bem, eu parei de brincar. Tenho medo de que outros possam perder o caminho de volta, e aumentar os vazios da mesa., e os silêncios da memória.
A propósito... Já escureceu, tá na hora de voltar.



[...]Pra você guardei o amor que nunca soube dar.
O amor que tive e vi sem me deixar.
Sentir sem conseguir provar.
Sem entregar,
E repartir[...] ♫♪


Partir...

O desespero da saudade resolveu falar hoje. Deu nisso.
Saudades papai! 



sábado, 11 de maio de 2013

Minha rainha



Por todos os motivos do mundo. Este é seu...

Mamadi...Mamis...Mamãe...Mãe...

Eu poderia te agradecer por ter me criado, por ter me educado, por nunca ter me deixado faltar nada. 
Eu poderia te agradecer por ter me defendido, por ter me entendido, por ter me ouvido.
Eu poderia te agradecer por me levar à creche embrulhada num cobertor para que eu não passasse frio de manhã, por não me deixar chorar quando acabava o programa da Xuxa, por me buscar na escolinha todos os dias.
Poderia te agradecer por ter brincado de esconde esconde comigo, por ter brincado de casinha, por ter me deixado sujar de barro.
Poderia te agradecer por ter lavado meus ralados com sabão, por me deixar deitar na sua cama aos domingos, por me levar às Missas todos domingos.
Poderia te agradecer por ter passado noites em claro pra ver se minhas febres cessavam, por me segurar na hora das injeções doloridas, por me dar doces depois de tomá-las.
Por fingir que eu realmente era empurrada na piscina da casa da Nai, quando na verdade eu nadava por vontade própria. 
Por colocar roupa de criança na minha boneca, por esconder o ovo de páscoa e me fazer acreditar no coelhinho.Eu poderia te agradecer por ter me feito acreditar em papai noel, por você 'ligar' pra ele todo Natal, e por ter entregado em mãos, todas as cartinhas direcionadas à ele.
Por ter ido nas reuniões da escola, por ter tido paciência com as dificuldades pedagógicas, por ter me ensinado que na geladeira não se esconde na hora do pique...
Por me deixar dormir com você em noites chuvosas, por fazer xarope pras gripes fortes, por fazer bolachinhas que eu amava.
Por brincar com o papai e me fazer rir, por me deixar ter cachorro em casa.
E por ter deixado a gente ter coelho, passarinho, cachorro, pombinha...
Por não ter deixado eu falar palavrão, nem brincar na casa dos coleguinhas.
Por preparar leite quente toda manhã antes de ir pra escola, por ter me ensinado a chegar antes das 07:00 h e respeitar os professores.
Por ter tido paciência com as crises de depressão e síndrome do pânico, por ter tido compreensão nos 12 meses que fiquei afastada da escola, por ter sido meu apoio quando voltei.
Por ter estado do meu lado e do lado do meu irmão 23 anos da nossa vida.
Por ter me dado o irmão gêmeo mais lindo do mundo, e as gêmeas mais velhas mais legais também.
Mas acima disso tudo, eu quero te agradecer, por não ter desistido de mim e do meu irmão quando soube que viria ao mundo um casal de gêmeos.
Quando soube que seria uma gestação difícil, mas quis ir até o final.


Obrigada por ter nos dado a chance de te parabenizar pelo dias das mães, e por ser a melhor mãe do mundo!

Obrigada por ter me amado, antes mesmo de me conhecer.
Parabéns Mamadi!!!

Te amo além das palavras <3

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desenho



Vem cá.
Me empresta este teu lápis, lapiseira, caneta ou o que você tiver no estojo?!
Me ajuda a traçar como você faz lindamente nas folhas em branco?
Minha intimidade é com as palavras e pra você entender que te quero, e preciso de você, vou ter que desenhar. 
Acontece que, eu não tenho esse dom, e tenho medo do tempo estragar os traços já feitos por nós.
Se quiser, senta aqui do meu lado. 
Pega na minha mão, e faz esses traços comigo novamente? 
Pinta esses desenhos comigo?
É que eu posso pintar tudo de uma cor só, e pensei, como você sempre colore meus dias, pudesse não somente desenhá-los, mas pintá-los também.
Você sabe... Não tenho firmeza nenhuma, e o lápis tende a cair e quebrar todo o grafite dele.
Quebrar tudo o que restou. 
Falando em segurar minha mão...
...Se puder, e quiser, pode segurá-la também para atravessar as ruas.
Sua mão na minha, passa confiança pra enfrentar qualquer semáforo aberto.
Qualquer impendimento que ousar tentar me parar, ou me atropelar nas ruas da vida.
Esse amor cinza, parado, esperando o tempo certo pra ser colorido, ou atravessar os obstáculos da rua/vida já encheu o saco. 
E eu já estou a ponto de esquecer essa história de desenhos, traços e cores, e mudar de arte.
Já tô a ponto de procurar outras histórias, e fazer barquinhos de papel com nossas artes, pra colocar no rio que corta o quintal de casa.
Ei.
Se não puder segurar minha mão, avisa?!
Que eu volto a só escrever, e deixo a fixa cair de que realmente não sirvo pra desenhos. Muito menos coloridos.
Arrumo uma tinta, concluo os esboços de qualquer jeito, e espero por mãos firmes dispostas a segurar as minhas, se por acaso eu voltar a querer desenhar pra alguém entender.










quarta-feira, 3 de abril de 2013

Me devolve pra mim?


Dá licença que eu vou ali ser eu um pouquinho, porque cansei desse personagem que deram pra eu representar.
Cansei de depender.
Cansei de precisar.
Onde é que foi parar minha auto-suficiência?
Você deve ter levado com você quando decidiu sair da minha vida, quando decidiu ir sozinho e soltou  da minha  mão.
Olhe nos seus bolsos se por um acaso, assim, sem perceber você levou minha vontade de viver.
Olhe ai no meio das coisas que eu te dei, se minha auto-estima está no meio. Eu devo ter te entregado junto aos ursinhos, junto às 'boa noites' desejadas pra ti.
Olhe no seu armário, se minha personalidade perfeitamente medida, não está no meio de suas bagunças.
Procure no cesto de roupas pra passar, se meu amor próprio não está lá.
Procure no meio dos seus livros, se as respostas sempre prontas a dar, não estão impregnadas por entre as páginas, junto com aquela flor que te dei num domingo, lembra? 
Você disse que a guardaria no meio de um dos seus livros preferidos.
Aproveita, e procura no meio desse livro, todos os 'eu te amo' que eu ouvi de você.
Assim, pra eu lembrar de como era bom acreditar neles.
Só pra eu ter o gostinho de ser enganada mais uma vez. 
Pra eu me lembrar de como me permiti ser levada por você...
Dê uma olhada no seu computador, vê se encontra os anexos que te enviei dizendo o quanto você me passava confiança. O quanto eu amava ter em quem confiar, uma vez que a vida já havia me mostrado que não deveria mais o fazer.
Me faz um favor? 
Procura na sua geladeira, aquela caixa de bom bons que eu tanto amava. É fácil de encontrar, ta escrito na caixa que 'você foi minha prioridade por todo aquele tempo'.
Esqueci de te falar... 
...Encima  do fogão, deixei seu prato preferido, todos os meus sorrisos bobos de quando me ligava pra dizer que estava com saudade.
Mas ó, não coma tudo de uma vez, eles podem te engasgar e fazer sua noite terminar umedecida por lágrimas.
Sem querer abusar da sua boa vontade, me devolve pra mim? 
É que quando você foi, eu esqueci de me pegar de volta, e eu to fazendo uma falta danada aqui.
Agora, dá licença?
Que eu vou ali ser eu um pouquinho, porque cansei desse personagem que deram pra eu representar.



terça-feira, 2 de abril de 2013

Tempo...

"Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara"
 ♪♫
Por um tempo quis que o tempo passasse rápido, pra que eu ficasse adulta, independente, e realizasse todos os meus sonhos de menina.
Sonhos de menina crescida... Ser bem sucedida financeiramente, viajar o mundo, etc e etc...
Por um tempo, vivi como se tivesse crescido tudo o que tinha pra crescer, como se adulta já o fosse. De personalidade forte, não me importando para nada nem ninguém. Muito menos para o que pensassem à meu respeito.
Não acreditava em contos de fadas, nem tinha paciência para ler livros e livros como as meninas da minha idade faziam.
Nunca gostei de sagas, muito menos 'Crepúsculos', nunca havia parado para ver que cor o céu ficava antes de cair a noite...
Nunca havia parado pra ver a cor dos meus olhos, os da alma, os do coração, muito menos dos meninos que ousassem cruzar meu caminho. 
E ai de quem ousasse cruzar, e parar à minha frente...
Os atropelava sem exitar, sem pensar duas vezes. 
Sim, porque quem ousaria me fazer parar?
Quem ousaria me fazer olhar pra mim? 
Quem ousaria parar meu relógio
Quem ousaria parar na minha vida agitada? 
Quem me impediria de crescer? 
Quem me impediria ter? (Ter em mãos os meus sonhos aparentemente abstratos e distantes). 
Eu queria mesmo era fazê-los concretos e presentes.
Quem diria que o presente (tempo) me faria experimentar parar meu tempo, e ser presente pra alguém?!
Muito menos ter um presente, que não fosse nada do que eu havia pensado ser o melhor pra mim...
É vida, obrigada por me puxar o tapete, e por me fazer cair sentada, e me impossibilitar de locomover-me. 
Mover-me de volta aos meus projetos. 
Mover meu tempo, mover os ponteiros do meu relógio...
"Será que me faltou tempo pra perceber?" ♪♫
Será que me faltou alma? 
Será que me faltou coragem?
Será que me faltou, presença, presente?
Será que me faltou paciência?
Não sei o que me faltou, ou sei e prefiro não falar, não pensar.
Mas sei o que hoje me falta.
Aqueles olhos verdes, que mais pareciam dois faróis a iluminar minha alma, meus crepúsculos, minhas noites... 
E mais, os raios daquele olhar me fizeram parar.
Hoje não vivo o presente, muito menos o futuro. Me prendi como se houvesse uma máquina que o pudesse parar.
Mas na verdade ele não parou, eu que deixei de me movimentar com os ponteiros dos meus relógios.
E que falta aqueles ponteiros parados me fazem.
Que falta aquele abraço eterno me faz.
Que falta aqueles lábios rosados me fazem nos 'amanheceres' em que desperto.
Que falta me faz despertar deitada em teu peito protetor.
Hoje, queria parar no tempo ontem... 
Ante ontem... 
No dia em que nos conhecemos... 
No dia em que nos amamos... 
No dia em que paramos os ponteiros e esquecemos dos meus planos mirabolantes da vida.
Parar o tempo, um minuto antes de tudo escorrer por entre meus dedos, nossos dedos.
A culpa do relógio ter voltado a funcionar não foi somente minha...
"Tempo, tempo, tempo, tempo, entro num acordo contigo." ♪♫
Com o tempo e com o dono dos olhos mais verdes e mais lindos que vi, com o dono do melhor abraço, e melhor beijo já experimentados por meus lábios.
"Será que temos esse tempo pra perder?"♪♫
Será que os ponteiros nos esperam? 
Eles, assim como eu, 'esperam' que você se decida por mim!
Tarde demais? Não.
Nunca é tarde, dependendo do relógio que seguro ou seguras, pra você pode ser 00:00 h. Mas para mim, o dia ainda está na metade (12:00 h). 
E para mim, vai ser sempre tempo, de voltar atras, 'parar o tempo' e fazer um 'novo fim' ao teu lado.
Um novo início de dia juntos...
Vamos parar nossos relógios e começar tudo de novo?
Tik Tak Ti...



domingo, 31 de março de 2013

Devolvendo o 'Eu te amo'

É... parece que nos devolveram o 'Eu-te-amo'...
Haviam roubado dos meus lábios, e do meu coração essa frase, parecia que nunca mais seria capaz de dizê-la novamente.
Por medo, ou, porque simplesmente me fizeram acreditar que o amor era um erro, era feio, era mau, e dizê-lo era assinar minha sentença de morte.
E sim, por um tempo estive morto. Morre-se sempre que matamos o amor dentro de nós.
Não é assim, não tem que ser assim. 
Amar deveria nos trazer sorrisos, de canto a canto do coração.
Mas, por um tempo o 'amor errado' me arrancou todos eles, e foi embora levando de mim a forma de expressá-lo.
Sempre que tentava dizê-lo, ele parava na  garganta, e eu o engolia novamente. 
Engolia na frente das pessoas e o vomitava em casa.
'Vomitava' o amor que ficou por dizer, nos pratos de brigadeiro, nas músicas altas no PC...
O vomitava como mau-humor... Parecia que havia o engolido, como se engole um remédio amargo quando criança. Na marra.
E como esse remédio, ele descia amargo, doído, ruim.
Descobri que amores devem ser ditos e expressados.
Descobri quando desenvolvi uma 'bulimia do coração'.
Nem os psicanalistas conhecem (inventei essa doença agora).
Na verdade ela me descobriu primeiro, antes que eu a conhecesse.
A descobri no momento em que disse um 'eu te amo' sem culpas, sem mortes. 
Na simplicidade dessas três palavras, que te libertam e trazem a saúde do coração.
Eu te amo. 
Não da forma de antes, hoje é diferente.
É livre, sem medo.
Sem culpas. 
Sem cobranças.
Eu te amo, porque te amo, e ninguém tem nada com isso!
Nem eu mesma, não sei por que motivo eu te amo. 
Eu te amo e a culpa é sua.
Só sei que sinto, e que posso/devo lhe dizer.
Estou sendo prolixa, como sempre o sou. 
Mas não faz mal, o que importa aqui, é que a 'bulimia do coração' passou.
Hoje eu o digo, com todas as letras e tons.
Eu te amo! E ponto.


A mudança de planeta... Fase 1

 "Eis que num encontro inesperado com um Pequeno Princepezinho, me deixei ir... 
 Quis conhecer o pequeno mundo de onde ele veio e eis que, 
longe de tudo e de todos, me encontrei."

E foi preciso 'mudar de planeta', foi preciso tudo novo pra que eu pudesse me conhecer, me encontrar, e ter o melhor encontro de todos... O encontro com as palavras.
Me apaixonei por elas,e tento dar vida a elas, e como retribuição me devolvem a vida.
Ainda que, num outro mundo.
Hoje vivo.
Muito mais que metaforicamente falando.
Sinto-me viva quando escrevo, ainda que coisas sem sentido, pra mim ou, pra vocês...

...28/03/12 Nascia o Asteroide B612...
Não é o acontecimento do ano, e alguns podem até achar ridículo. Mas acho digno lembrar o dia em que literalmente me libertei.
Libertei-me e me mudei pra esse planeta.
Libertei meus pensamentos, viveres, meus sentidos, sentimentos...

"Pensei demais. E no mundo onde eu vivia,não couberam meus pensamentos.
 Mudei-me sem 'mala e cuia' para o Asteroide B612. Onde penso,e dou vida às palavras. Onde penso,e faço concreto o abstrato do sentir. Onde penso,e me faço entender. Onde penso,e me permito sentir. Me permito existir. Me permito ser. Me permito escrever. Me permito,continuar.Pensando!"

De forma resumida, o que o Asteroide significa pra mim.

Onde eu posso ser eu...
http://asteroidebjm.blogspot.com.br/2012/03/blog-post.html

"um espaço onde eu posso ser eu,hora louca,hora sem sentido,hora sensata,hora rebelde ,hora menina,hora mulher, hora interrogação,hora exclamação,ou quem sabe virgula,reticências,mas nunca um ponto final."

Como disse no primeiro texto, NUNCA um ponto final. Sou um ser incompleto, buscando me conhecer e me completar em palavras vivas dentro de mim.
Buscando me escutar, e me entender em um outro mundo. Meu sub mundo...
Eis aqui, meu mundo. Meu planeta. Meu Asteroide B612!!!
Incoerente, confuso, intenso, solitário, nostálgico, colorido, preto e branco, incompleto, reticente...
Nunca um ponto final!

Sentidos a bordo do Asteroide...

"Apesar de ser suspeita em falar do Asteróide, digo com toda sinceridade que é um blog no qual me vejo! Sempre que entro e leio os textos, lembro de vários momentos da minha vida. É um espaço feito para se relembrar, para viajar no tempo, para se ver em histórias feitas por uma pessoa que talvez seja completamente diferente de você - ou não. Quando entro, viajo em pensamentos, e em sonhos, lendo vários textos que me deixam em outro planeta. É a sensação de que estou vendo um filme contando a minha própria história. É um espaço novo, mas que já se tornou mágico."
Ana Luiza Monteiro


"Feliz Aniversário, Asteroide!
Vamos comemorar o primeiro aniversário do “planeta” onde vive a minha querida amiga Jussara Martins, a quem carinhosa e ousadamente chamo de Ju. Há um ano ela encontrou uma maneira singular de internacionalizar seu próprio eu. “Internacionalizar” em um sentido mais amplo da palavra, porque dali em diante, ela passou a colocar em palavras tudo aquilo que o seu coração diz, mas de uma forma bastante profissional, e vamos combinar que essa não é uma tarefa fácil. Sou apaixonado por aquele planeta desde a primeira vez em que ‘pisei’ ali, onde o principezinho que ali vive é humano, e nos relata, como na obra de Saint-Exupéry, as reflexões profundas, as opiniões, os anseios e tudo o mais, para que nós, ‘pessoas grandes’, voltemos a enxergar nosso próprio mundo com a beleza pura e poética do Pequeno Príncipe.
Em suma, digo que o Asteroide B612 é de leitura obrigatória. É um convite para que você possa dar valor às coisas mais amáveis e bonitas do mundo, os sentimentos e os valores. Você não gasta nada, e não precisa degustá-los com moderação.
Então, pegue seu passaporte e vá fazer uma visitinha ao príncipe, que estou certo de que se for permitido, ele nunca vai embora do seu coração, a não ser que você queira se tornar uma pessoa grande que não enxerga o significado da importância das coisas ‘invisíveis’.
Parabéns e vida longa ao Asteroide B612!"
Jhonatan Zati


"Me surpreendi quando soube que a Juh estava fazendo um blog, porque eu não sabia desse lado escritor dela. Mas assim que comecei a ler os primeiros textos, soube que ela estava fazendo a coisa certa, porque era realmente uma forma sincera. É preciso muita coragem para criar um blog e expôr todos os seus sentimentos de forma tão escancarada com ela fez, e eu a admiro por isso. Só posso recomendar pra todos que se interessam por literatura ou que se identifiquem com questões existenciais da vida, para que leiam o Asteroide B612. Vale muito a pena, e o título é simplesmente um dos mais dignos que pode existir. Parabéns Jussara, nós, leitores do Asteroide, esperamos que você não pare nunca. Sucesso!"
Luis Otávio Botelho

"Imagino que deva ser super gratificante pra você né? Afinal Manter um Blog com a qualidade que o seu possui e por um ano , haha isso merece muita comemoração ! Que este seja um de muitos outros anos que estão por vir ! Aliás,Talento pra manter esse blog você tem de sobra ! Parabéns,Parabéns,Parabéns."
Isa Eliziário

"Ah como é bom existir, ser levado pelo doce sabor da brisa que nos sussura doces poesias, envolvendo-nos na existencia...ou até mesmo sendo levado pelo redomoinho da vida, envolto em tufões de lágrimas e de ventos uivantes...enfim...em tudo é bom existir! Talvez não seja bom caso não se saiba amar, nem as rosas, muito menos seus espinhos...mas, para ter certeza, quem sabe eu não ame o jardim todo, sem ter medo de esquecer de nenhuma rosa..muito menos das ervas daninhas? Mas porque escrevo isso? Creio que seja devaneio de poeta! E todo poeta...escritor é ousado ao escrever!!! Vamos a mundos por ninguem percorridos...conseguimos atraves da escrita ir longe, viajando por lugares longinguos...inimaginavéis...É ferida que, maculando a nobre folha vai se eternizando em pensamentos! É existência que ganha forma em linhas! Ah como é belo escrever! Se nós meros mortais o fazemos na nossa efemeridade de modo belo, imagina se escrevesse obras o nosso Criador? Por isso, gostaria de parabenizar uma grande escritora que em terra tão calma, através de seus escritos envolve-nos em seu mundo ou faz-nos descobrir outros! Parabéns Jussara Martins...isso tudo é amor! Conforme afirmara minha amada Clarice Lispector: "Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós." E o que passa dentro de nós, afirmo...se torna escrita! Parabéns pelo excelente blog que hoje completa 1 ano! Se em um ano pude admirar tantos mundos, imagina que mundos não teria existido outrora? Parabéns..."
Silas Oliveira

"Não poderia deixar de dividir mais esse 'por-do-sol' contigo, pequena princesa do B612!! Não poderia deixar de subir à bordo desse teu reino, onde os versos regem os olhos e o sentir dos 'súditos' que o seguem - livres e inteiros! Desse teu reino onde o único decreto é, simplesmente, ser! E, se permitir - vi(ver)! De modo único e intenso, sem meios, sem nexo, ou com todo o sentido que lhe for possível, ou impossível! Sim, porque nesse teu reino os limites se perdem no teu in-finito-interior, posto em todos os riscos e gritos, em todos os silêncios reticentes, em todo hino digno de zelo que teu coração criou e se deixou entre os 'vulcões' revoltos 'próximos' de todo ponto, de todo querer, de todo... de tudo! É... Ver-te crescer nesse mundo que sempre! foi teu, é lindo Juh! Ler-te em todo post é incrível, louco, intenso, leve, sincero... É um 'vício' que sustento com os olhos de dentro, e que sempre me permite 'ver' diferente, ouvir e sentir o 'incomum'... É, de um [?] surgiu esse blog, feito de [fragmentos d'um passado/presente] que preencheu de [saudade] as [lacunas] deixadas, e então coube a [você 'decidir' por quem vale a pena sofrer] e perceber que ['aprendeu' a ter tudo que sempre quis, só não aprendeu a perder]... E quem é que o sabe? Esse [filme em preto e branco] cheio de [gritos silenciosos] te fazem compreender e dizes [eu sei que sou um tanto bem maior] e és! Em [esboços] que te lembram de [enquanto estiver vivo. sentir-se vivo] e de sempre, [ser.amor], ainda que [feitos de medo e desejo. de silencio e som], ainda que ser assim, te traga [novas saudades] [inteira intensa. intenso nós] que envolvem e apertam o coração que se deixa [encantar pelo simples] e que pede... [sem rótulos, por favor]. E assim, permanecemos [esper(ando)], [exprimindo faltas], [externando. interiorizando]... mesmo porque [é inevitável crescer sem doer] e [o que fazer quando se tem vontade de chorar?] senão deixar-se sentir... e desse jeito, [dar sentido a peça que faltava] nesse jogo [sobre cores & viveres]. É... e o tempo passa e então [tudo se faz novo. de novo] e essa [sopa de letrinhas] vai ganhando novos sabores e alimentando novos corações e [dando brilho as estrelas]. E as [doces ilusões do circo] se misturam a uma [confusão organizada] que descobrem [sentimentos de lata e ferrugem de gente] em seres 'comuns'... Enquanto teu [eu, borboleta] simplesmente pressiona [restart] e mergulha em um novo céu [colorido de Firework], onde pode [degustar o despertar da felicidade] a [espera do sol] ou do que mais se quiser e sonhar!! E sim... é impossivel não ouvir a cada texto [permita-me te amar!] e sim, Juhzinha, como eu [odeio amar você] em cada palavra que deixas colorir aqui!! Parabens Asteroide! Parabéns Juh!! *_* Da habitante de [outros planetas] que mais ama esse espaço! "
Fer Siqueira

"Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E serei para ti única no mundo."
"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!"

"É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas."

"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante"

Antoine de Saint-Exupéry


Gratidão à todos os rastros deixados no Asteroide!!!
Gratidão Fer Siqueira pelo incentivo, e por me encorajar a viver no meu sub mundo.
Gratidão Pequeno Príncipe, por  permitir me 'perder' em você.
E me encontrar longe de tudo, no Asteroide.
Um ano de blog *-*

'Tiritas pa este corazón partío'

É estranho quando você olha pro caminho da vida em que percorreu, e se percebe um 'band aid', um curativo para os machucados alheios.
E não foi diferente em nenhum dos relacionamentos experimentados por mim. 
Em todos eles eu o fui, um simples "Tiritas pa corazón partío". 
As pessoas chegam na sua vida, você permite que elas entrem, fiquem a vontade, tirem os sapatos, pendurem os casacos na entrada. E de repente, pegam suas respectivas coisas e  saem. Ou, ficam e continuam a vontade, mas, te usam como um curativo para a dor delas.
Até que ponto é justo isso?
 Até que ponto vale a pena participar da vida de alguém?
Ate que ponto vale a pena permitir que entrem na sua vida, e fiquem à vontade delas?
Até que ponto vale a pena viver um con-viver?
Talvez seria melhor ser 'ilha' ? 
Mas eu suportaria ser uma 'ilha' ?
Até que ponto vale a pena ir curando os machucados de todos? 
Mas e os meus machucados, quem cura?
Enquanto eu me importo com todos, quem se importa comigo?
Quem se importa, se meus machucados ainda sangram? 
Quem se importa se minhas feridas ainda estão abertas? 
Quem se importa por que meus machucados não cicatrizam? 
Quem se importa?
Será que não é a hora de ser 'egoísta' e pensar um pouco mais em mim? Ou, totalmente em mim?
Vale mesmo a pena se anular para um outro?
Vale a pena ser 'band aid'?
Já parou pra pensar se os 'band aid's gostam de ser isto?
Já parou pra pensar, que eu posso ter muitas outras coisas a ser/doar em mim do que simplesmente curar feridas alheias?
O fato é que cansei de ser "Tiritas pa corazón partío" seja la de quem for.
Vou ser meu próprio curativo, e ir curando as feridas, e as marcas que outros deixaram impressos em mim.
O fato é que os 'band aid's são usados, e não podem ser reaproveitados, e então são jogados na lata de lixo, pra depois entrar em decomposição em um 'aterro sanitário' qualquer.
Eu 'band aid', não quero mais ser jogada no 'lixo', muito menos me decompor depois de curar feridas alheias.
Cansei de me decompor, e ter que compor, recompor  a cada pessoa que entra, a cada ferida que 'eu cure'.
Hoje me recomponho como pessoa importante para mim mesma. 
E quem vier a entrar nesse lar/vida e quiser ficar a vontade, que venha, que entre, que tire...
Tire os sapatos, os casacos, os chapéus, e tudo que for de excesso e venha a incomodá-lo do lado de dentro. 
Mas que, tirando-os deixe também na porta, suas feridas, machucados sangrentos e infeccionados.
Entre como sendo um 'band aid' disposto a se importar com as minhas feridas.
'Band aid' sim, porém diferente dos demais. 
Não tenho o costume de descartar coisas/pessoas da minha vida com tanta facilidade; (a não ser que queira ir.) 
Saiba que sendo curativo para mim, sempre haverá um espaço em minha vida para ti. Não o jogarei em uma 'lata de lixo' qualquer... 
Mas quer saber... Não precisa nem curar-me, apenas seja.
Seja companhia genuína para meu coração, que o sendo, já vai estar curando-o das feridas causadas pelas  ausências/presenças alheias.
Companhia que cura? 'Band aid' pra alma! 
Companhia verdadeira = a alma sarada. 
Seja meu 'band aid'... 
Entre, sente-se, tome um café comigo, seja companhia pro meu coração.
"Tiritas pa este corazón partío" ?

...





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Permita-me te amar

Num dos diálogos entre os meus eu's, descobri coisas a meu repeito que sequer teria imaginado algum dia.
Meu coração é masoquista!
Sim, ele só existe se sofre. E eu só sei que habita em mim, um órgão que bate, quando ele apanha. 
Complexo isso?  Talvez. Engraçado? Acho que não.
Mas é que isso faz um sentido danado dentro de mim. 
Às vezes me esqueço que ele existe, simplesmente por que ninguém mais mora lá. Mudaram-se todos os inquilinos. 
Devolveram as chaves, e disseram que não voltarão.
Por isso o esqueço.
Percebi que é preciso mante-lo ocupado,alugado, pra que eu o perceba, pra que eu o escute, pra que eu o note.
Assim vazio, calado, não há o que falar sobre, não há o que sentir, não há o que escrever...
E esse período congelado, incomoda, e mesmo calado, grita.
Grita e pede socorro ao primeiro que passar na rua, ao primeiro que ousar se aproximar um pouco mais.
 "Socoooorro, permita-me te amar?"
Sim, é isso que o silêncio do meu coração grita. Ele tem necessidade de amar,até mais que ser amado.
Ele sente que ser amado, é a recompensa do amor liberado por ele. 
E isso é o de menos quando  se tem um inquilino morando ali.
'Permita-me te amar? Permita-me existir novamente? Permita-me ser notado? Permita-me ter o que falar?' 
Permita-me,permita-me... Terminou sussurrando ele em uma de nossas conversas.
Coração que grita calado. Coração que implora para ser habitado.
Coração masoquista, quer sofrer para sentir-ser vivo. Quer apanhar para ver que ainda existe.
Um paradoxo que só faz sentido pra ele.
Não tente entende-lo. Assim como eu, você não o conseguirá.
Simplesmente permita-o.
 Permita-o existir. Permita-o ter o que falar.
Permita-o.
Permita-me.
Permita-nos ser.
Permita-nos coexistir.
Mude-se pra cá com mala e cuia, e me entregue as chaves para não corrermos o risco de perder mais um inquilino. 
Fique, e ganhe o direito usucapião do meu coração.
Permita-me te amar.





sábado, 26 de janeiro de 2013

Please be good 2013

Depois de muito,resolvi visitar meu Asteroide.
Meu planeta,meu sub-mundo...Meu,meu,meu,meu...
Quanta necessidade de ter algo,e que seja exclusivamente meu.
Mas nem meu cachorro,nem meus relacionamentos,nem mesmo o Asteroide são de exclusividade minha.
A única 'coisa' que é minha,e de mais ninguém é o que trago dentro de mim.
Talvez por isso tenho evitado estar por aqui,porque aqui é um espaço onde eu divido coisas,e dividir nunca foi,e nunca será algo exclusivo.
Tive medo de vir aqui,e expor as minhas bagunças interiores. 
Sim, estou acovardada,com medo de expor.
Simplesmente,porque já me expus demais,e já me expuseram além das contas também.
Não que isso seja ruim,mas é que tem coisa que é melhor deixar ser exclusivo do nosso coração neh?!
Tentei deixar meus rastros de Feliz Ano Novo por aqui,e também não o fiz.
Na verdade porque nada se fez novo.
Tudo continuou exatamente a mesma coisa.
E até nisso eu me decepcionei comigo mesma.
Eu,que sempre me bastei,ando me decepcionando demais,esperando demais de tudo e de todos.
E não foi diferente com o tal Ano Novo...
Sim,eu esperei que por sua vez ele fizesse tudo novo,mas não foi isso que aconteceu.
Esperei que 2012 passasse,e com a chegada do 'novo' fosse embora os furacões dos sentidos.
Esperei demais...tempo ocioso demais dentro do meu coração,tudo demais.
E hoje eu to querendo o menos, sentir menos, esperar menos, decepcionar menos, to querendo e precisando de calmaria...
De pores-do-sol sentada assistindo a chegada da noite. 
Precisando de coisas realmente novas, de pessoas novas, de sentimentos novos.
Precisando de palavras novas, de vida nova, de anos novos, mas que sejam realmente novos.
Precisando ser mais eu, mais Asteroide. 
Precisando descobrir Os Novos...
Eu e o Asteroide estamos cansados da mesmice do meu coração. 
E que venham novas histórias, novos viveres, novos sentidos, nova coragem, novas palavras, novas bagunças...
E que esses,sejam exclusivamente meus...

Seja bom 2013, por favorzinho?! 

( e não me decepcione) rs