sábado, 11 de maio de 2013

Minha rainha



Por todos os motivos do mundo. Este é seu...

Mamadi...Mamis...Mamãe...Mãe...

Eu poderia te agradecer por ter me criado, por ter me educado, por nunca ter me deixado faltar nada. 
Eu poderia te agradecer por ter me defendido, por ter me entendido, por ter me ouvido.
Eu poderia te agradecer por me levar à creche embrulhada num cobertor para que eu não passasse frio de manhã, por não me deixar chorar quando acabava o programa da Xuxa, por me buscar na escolinha todos os dias.
Poderia te agradecer por ter brincado de esconde esconde comigo, por ter brincado de casinha, por ter me deixado sujar de barro.
Poderia te agradecer por ter lavado meus ralados com sabão, por me deixar deitar na sua cama aos domingos, por me levar às Missas todos domingos.
Poderia te agradecer por ter passado noites em claro pra ver se minhas febres cessavam, por me segurar na hora das injeções doloridas, por me dar doces depois de tomá-las.
Por fingir que eu realmente era empurrada na piscina da casa da Nai, quando na verdade eu nadava por vontade própria. 
Por colocar roupa de criança na minha boneca, por esconder o ovo de páscoa e me fazer acreditar no coelhinho.Eu poderia te agradecer por ter me feito acreditar em papai noel, por você 'ligar' pra ele todo Natal, e por ter entregado em mãos, todas as cartinhas direcionadas à ele.
Por ter ido nas reuniões da escola, por ter tido paciência com as dificuldades pedagógicas, por ter me ensinado que na geladeira não se esconde na hora do pique...
Por me deixar dormir com você em noites chuvosas, por fazer xarope pras gripes fortes, por fazer bolachinhas que eu amava.
Por brincar com o papai e me fazer rir, por me deixar ter cachorro em casa.
E por ter deixado a gente ter coelho, passarinho, cachorro, pombinha...
Por não ter deixado eu falar palavrão, nem brincar na casa dos coleguinhas.
Por preparar leite quente toda manhã antes de ir pra escola, por ter me ensinado a chegar antes das 07:00 h e respeitar os professores.
Por ter tido paciência com as crises de depressão e síndrome do pânico, por ter tido compreensão nos 12 meses que fiquei afastada da escola, por ter sido meu apoio quando voltei.
Por ter estado do meu lado e do lado do meu irmão 23 anos da nossa vida.
Por ter me dado o irmão gêmeo mais lindo do mundo, e as gêmeas mais velhas mais legais também.
Mas acima disso tudo, eu quero te agradecer, por não ter desistido de mim e do meu irmão quando soube que viria ao mundo um casal de gêmeos.
Quando soube que seria uma gestação difícil, mas quis ir até o final.


Obrigada por ter nos dado a chance de te parabenizar pelo dias das mães, e por ser a melhor mãe do mundo!

Obrigada por ter me amado, antes mesmo de me conhecer.
Parabéns Mamadi!!!

Te amo além das palavras <3

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desenho



Vem cá.
Me empresta este teu lápis, lapiseira, caneta ou o que você tiver no estojo?!
Me ajuda a traçar como você faz lindamente nas folhas em branco?
Minha intimidade é com as palavras e pra você entender que te quero, e preciso de você, vou ter que desenhar. 
Acontece que, eu não tenho esse dom, e tenho medo do tempo estragar os traços já feitos por nós.
Se quiser, senta aqui do meu lado. 
Pega na minha mão, e faz esses traços comigo novamente? 
Pinta esses desenhos comigo?
É que eu posso pintar tudo de uma cor só, e pensei, como você sempre colore meus dias, pudesse não somente desenhá-los, mas pintá-los também.
Você sabe... Não tenho firmeza nenhuma, e o lápis tende a cair e quebrar todo o grafite dele.
Quebrar tudo o que restou. 
Falando em segurar minha mão...
...Se puder, e quiser, pode segurá-la também para atravessar as ruas.
Sua mão na minha, passa confiança pra enfrentar qualquer semáforo aberto.
Qualquer impendimento que ousar tentar me parar, ou me atropelar nas ruas da vida.
Esse amor cinza, parado, esperando o tempo certo pra ser colorido, ou atravessar os obstáculos da rua/vida já encheu o saco. 
E eu já estou a ponto de esquecer essa história de desenhos, traços e cores, e mudar de arte.
Já tô a ponto de procurar outras histórias, e fazer barquinhos de papel com nossas artes, pra colocar no rio que corta o quintal de casa.
Ei.
Se não puder segurar minha mão, avisa?!
Que eu volto a só escrever, e deixo a fixa cair de que realmente não sirvo pra desenhos. Muito menos coloridos.
Arrumo uma tinta, concluo os esboços de qualquer jeito, e espero por mãos firmes dispostas a segurar as minhas, se por acaso eu voltar a querer desenhar pra alguém entender.