sexta-feira, 28 de junho de 2013

Pane no sistema

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ERROR


Pane no sistema, alguém me desconfigurou... ♫♪

Às vezes nos esquecemos que somos seres humanos e não máquinas.
Precisamos parar, descansar, colocar sentimentos e pensamentos em ordem.
Não somos um computador última geração que se reorganiza sozinho, ou se formata com o tocar de um ENTER.
Sou pessoa, que sente, que chora, que tem raiva, que sorri, que tem vontade de matar às vezes...
Mas o que fazer com tanta emoção dentro de nós?
Esquece.
Empurra tudo pra debaixo do tapete, mantenha a pose, coluna ereta  e o sorriso no rosto que ta tudo certo.
Não, não está tudo certo!
O HD ta cheio, o monitor ta queimando, a caixinha de som já não está la essas coisas, e a conexão com o mundo via Wi Fi ta falhando.
O teclado já perdeu algumas teclas e outras afundaram.
Acho que é hora de formatar o meu 'eu-robô' antes que ele decida desligar de vez, porque só reiniciar não ta resolvendo mais.
Um especialista por favor?
Dentro dessa máquina, há documentos que não posso perder. Há imagens que estão salvas para não serem esquecidas, por favor não as delete?!
Faz o seguinte?! Deleta os vírus, e os programas menos importantes, deixa pra mim as imagens que me remetem à coisas lindas já vividas, deixa também o Media Player pra eu não esquecer o som das vozes que me acalmam, deixa também os sons que me levam a bailar nas noites de solidão.  
Aaaa não se esqueça, deixa um bom antivírus instalado, porque sempre tem os mau intencionados prontos pra me desprogramar outra vez.

"Pane no sistema, alguém me desconfigurou."


Por favor, reinstalem o sistema?!!

ERROR




domingo, 9 de junho de 2013

Isso até parece amor

E eu pensando que demoraria uns 2 meses pra voltar aqui e escrever...
As palavras quase que saltam da minha boca pra dizer tudo o que tenho vontade, mas  me contenho, eu que mando em mim.
Eu que dito as regras do que falo, quando falo, pra quem falo.
Mentira.
É que adoro ser enganada, e quando eu mesma me engano não tenho em quem por a culpa depois.
Essa história de enganação já virou vício, e hoje me engano quando me faço de durona, quando finjo não estar morrendo de amores, por alguém que um dia me 'matou' pelo mesmo motivo.
É que sou meio gata, e tenho sete vidas. Talvez vinte e sente. (risos)
A verdade é que sempre que quis esconder de mim, eu te encontrava aqui dentro. E todas as vezes em que fugia de você, te encontrava em cada canto do meu eu.
Tentava não pensar, e pensava. Tentava não lembrar e te lembrava. 
Sempre assim. 
Simples assim.
É que te encontrando em mim, acabei encontrando também um estado de espírito que eu procurava a muito, e não havia encontrado.
Sem esses clichês de que você é minha alma gêmea, ou minha metade e bla bla bla de gente apaixonada.
O que eu sinto já amadureceu, e tá longe de ser paixão. 
Isso até parece amor.
Fixou no que eu fui, e no que eu sou. Nos fundimos, e você se tornou a melhor parte de mim.
Sem enganações e armaduras no coração.
Resolvi pagar pra ver/sentir/viver a intensidade de ser um, em dois.
Resolvi experimentar a loucura de me doar, e te encontrar em mim. 
Resolvi gramaticar a vida, e fazer do meu singular um plural colorido.
Não sou boa com poesias, e sempre que tento escrever algo 'inho'  fica ácido e sincero até o último perfume das memórias frescas de um nós construído entre lágrimas.
Mas é que tenho vinte e poucos anos, vinte e sete vidas, e nem todas as lágrimas choradas, foram suficientes pra apagar a vida que você trouxe pra mim.
É...
...Te encontrei.
 Me encontrou. 
Nos encontramos.
E sem enganações. 

Eu te amo!

sábado, 1 de junho de 2013

Escondido

Cansei de brincar de esconde esconde com você...
Sai do esconderijo, já ta escurecendo e daqui a pouco minha mãe chama pra entrar e tomar o banho...

Daí você percebe que a pessoa se escondeu num lugar muito distante. Você procura em todos os esconderijos imagináveis, ao redor de sua casa, os mais escuros...
Adentra naqueles corredores estranhos, com pessoas estranhas também escondidas, mas não encontra quem procura.
Cansada, volta pra casa. Já está quase na hora do jantar.
E vai faltar alguém à mesa nessa noite.
E em todas as outras que virão.
Se escondeu de forma que ninguém mais pode o encontrar.
Deve ter cansado e dormido onde se escondeu, ou, esqueceu o caminho de volta pra casa.
Nesse esconderijo não há rede de empresas telefônicas.
Não há conexão com internet, está incomunicável.
Não se pode ligar pra saber se está tudo bem.
Saber se algum dia pretende parar de brincar e ocupar o seu lugar à mesa novamente.
E o que incomoda não é nem sua ausência presente na mesa, mas o silêncio que grita nesses jantares sem você.
O silêncio das suas gargalhadas presentes na memória. 
A falta dos toques concretos de abraços antes de partir, depois de um dia cheio de brincadeiras.
Quem sabe se chamarmos os bombeiros, os policiais, os super-heróis de todas as histórias em quadrinhos, não conseguimos te encontrar e te trazer de volta?!
Espero que se lembre dos desenhos, e faça uma fogueira pra te encontramos com facilidade.
Tenho alguns abraços guardados pra quando resolver parar de brincar.
Bom, enquanto isso seu lugar continua vago na mesa e no coração.
Sua presença continua na memória.
E eu... bem, eu parei de brincar. Tenho medo de que outros possam perder o caminho de volta, e aumentar os vazios da mesa., e os silêncios da memória.
A propósito... Já escureceu, tá na hora de voltar.



[...]Pra você guardei o amor que nunca soube dar.
O amor que tive e vi sem me deixar.
Sentir sem conseguir provar.
Sem entregar,
E repartir[...] ♫♪


Partir...

O desespero da saudade resolveu falar hoje. Deu nisso.
Saudades papai!