domingo, 20 de outubro de 2013

Submersa em ausências

Eis que me encontro submersa novamente, mergulhada nos meus sentimentos de forma que não enxergo mais as coisas como são, se é que tem alguma coisa.
Uma necessidade absurda de dizer tudo o que sinto, todos esses gritos que silenciosamente me atormentam.
Mas não.
Me contenho, me controlo, mantenho a pose e o equilíbrio.
Mentira.
Às vezes me desequilibro.
Caio, ralo um pouco os joelhos, mas não foi nada, “pulou, pulou”.
“Levanta, sacode a poeira  da a volta por cima”?!
Sempre.
E de pulos em pulos, a gente acaba por cair dentro de alguém, ou, vice e versa.  
Assim como a ânsia de um vômito que vem até a garganta mas volta por não poder sair, são as palavras que tenho pra dizer.
Enxutas e sinceras, simplesmente porque eu não consigo, e não posso mascará-las.
Mascarar sentimento, é coisa de gente covarde, e covardia não combina comigo.
Logo, escancaro, grito pra todo mundo ouvir.
Com cicatrizes nos joelhos e no coração, com lembranças de um pretérito imperfeito quase que presente, entre tombos e ânsias, que consigo extrair de mim a necessidade de voltar à superfície.
Porque é na superfície que você está, e eu estou afogada pelos sentimentos que sua ausência me traz.

Desconcertada

Me desculpe chegar assim sem avisar, sei que é falta de delicadeza, mas é que pensar em você faz com eu me esqueça desses detalhes.
Posso entrar? 
Posso me sentar por aqui, e tirar o salto?
É que eles estão machucando, e não queremos machucados por aqui não é mesmo?!
Já ia me esquecendo, trouxe um vinho. 
Sem segundas intenções, é só pra regar a noite e pra gente ter o que fazer se por acaso o assunto acabar.
Não sou tímida mas sua presença me intimida, e o vinho ajudaria nesse aspecto também.
É fato, que a vida não foi muito generosa com a gente, mas vem cá moço senta aqui do meu lado, posso te fazer um carinho? 
Pode parecer meloso eu sei, mas é que se tratando de você eu nunca sei que medida usar, você me desconcerta, e eu fico meio perdida entre te fazer um carinho, ou simplesmente conversar a noite a toda.
Não, eu não me importo em conversar a noite toda. Tá vendo? Já me perdi de novo.
Na tentativa de não parecer uma retardada apaixonada a gente acaba parecendo.
Me desculpa por isso.
Prometo parecer o mais normal possível na próxima.
Tem muita coisa que ainda não sei, mas hoje sei que quero estar perto de você, pra um vinho, um filme, um brigadeiro, seja la o que for, se a companhia for você o ingrediente não importa.
Me perdoe por estar sendo prolixa às vezes as palavras nos traem, e nos perdemos no meio delas.
Moço vou indo.
Obrigada pelo vinho, pela conversa e pela companhia desconcertante.
A propósito moço.. " Eu quero te roubar pra mim"♫♪






terça-feira, 15 de outubro de 2013

Escolher-ia...


E eu te escolheria independente de qualquer coisa ou alguém.
Hoje, estamos livres. Não precisamos mais fazer escolhas, porque elas doíam em você não é mesmo?
Pode ficar em paz agora, não tem mais nós, não tem mais  cuidados, nem carinhos. Não têm mais nossos dedos entrelaçados, nem a segurança nos olhares.
Não tem mais os abraços protetores, nem filmes, nem brigadeiro, nem brigas.
Nem-nada.
Não tem nada!                    
E você não precisa mais perder seu tempo pensando em que escolha deve fazer.
Não. Relaxa, o problema de não termos dado certo, não é seu, é meu.
Eu sempre quero muito, exijo o muito não é mesmo? E meus extremos não couberam nos seus espaços tão pequenos, tão suficientes. 
Suficientes pra você.
Eu sou exagerada, e sempre exijo demais das pessoas. Me perdoe por isso?!
Voe Borboleta, você é livre agora. 
Sem casulos, sem coração pra te aprisionar, sem algemas na alma, opte por sua liberdade agora Borboleta.
Sem escolhas doloridas, é teu direito. Borboleta livre pra voar/cantar/encantar em paz.
Não tem nada!
Os espaços que eram preenchidos por um (nó’s), plural, colorido, é só um nó-só. Cinza.
E  mesmo na liberdade que o vento nos proporciona hoje, eu escolheria voar ao seu lado. Ou quem sabe, nas suas asas.
Por todos os motivos do mundo, eu, escolheria você! 

Escolher-ia.
 Ir.
 Fui.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dia nublado


Amanheceu nublado do lado de fora, e logo escureceu também o lado de dentro.
A chuva umedece lá fora, e as lágrimas aqui dentro.
E nelas me afogo, peço por socorro mas você está longe demais pra me ouvir. Distante demais pra perceber a situação de perigo em que me encontro.
Triste destino... E eu só te queria aqui perto, nem precisava fazer sol. Quando se tem um amor, é sempre ensolarado dentro da gente.
Talvez seja essa nossa maior necessidade, alguém que simplesmente nos ilumine de dentro pra fora, que traga sol e sorrisos.
Hoje eu só precisava do seu sorriso entre aspas, pontos, dois pontos, reticentes.
Só precisava desse seu olhar escondido por entre lentes  me convidando a desvenda-los.
Uma notícia que seja, um oi...
O dia segue nublado, e cai tempestades noturnas quando sua presença não vem.
Continuo me afogando... Por favor, salva-me da humidade que sua ausência me traz, e me ilumine com seu sorriso?!
Um lindo dia de sol pra nós!!!