terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Era sol o que faltava


O céu chorou água salgada. Deu pra sentir o gosto porque tomei banho de chuva.
Lavei a alma, como dizem. 
Molhou as roupas no varal e as plantas do jardim. Amanhã o mato vai estar verdinho. 
Molhou o travesseiro também, escorreu e lavou o coração. 
Não sei até que ponto lavou, mas fato é q umedeceu tudo. Ta até mais fácil de respirar. 
"Chorar é bom" disseram. 
Mas não choveu o suficiente porque desde cedo lhe ensinaram a engolir o choro. 
E caso chovesse, era protegida por guarda-chuva, capas e galochas. 
Acordou no dia seguinte olhou pro céu e viu que havia nuvens carregadas. 
Pensou "tem mais água pra cair". 
Hoje, Elizabeth não sabe se se protege, ou deixa molhar. 
Na dúvida, engole o choro, põe um sorriso no rosto e espera o tempo abrir. O de dentro, e o de fora. Há de fazer sol novamente! Essa é sua certeza pra vida. 
Passou um café, acendeu um cigarro e fez do livro de cabeceira companhia e ouvidos que a ouvissem. Falou pouco e o estomago doeu por isso. Ouviu mais, filtrou informações e abstraiu outras. 
Viajou com a nova personagem que conhecera no livro. Se apaixonou, se encantou, sorriu junto e riu dela várias vezes. Mas todo livro tem um fim, assim como os dias de chuva. 
Há de fazer sol novamente! 
Unica certeza de Elizabeth. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Solo sin senso


Sé que bailas, pero no sabes que me pone a bailar en tu compaso. 
Sé que bailas sola, pero bien que podrías bailar en mi abrazo. 
Sé que no sabes que también estoy a bailar solo
Sé que descobrirás quien tu eres... Me encontraré tambien. 
Después, cúbrame con tu sonrisa larga y tus carcajadas sin senso. 
Sé que bailas ¡pero baila a mi lado!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Tempestade


Elizabeth gosta de dias nublados da mesma forma que ama o barulho da chuva caindo lá fora.
Acontece que às vezes chove aqui dentro também, e ela... bem, ela se molha.
Ta na chuva é pra se molhar.
E ela se permite molhar e umedecer o ambiente, entende que isso é bom... Aproveita pra limpar a casa já que a chuva leva a poeira embora.
Passa pano, lustra os móveis, troca-os de lugar, joga algumas coisas fora - não carece de guardá-las mais.
"Nada como uma casa limpa." Ela pensa.
Hoje é um desses dias... Tá caindo o mundo lá fora, mas aqui dentro as coisas começam a se reerguer.
É que a chuva lava e leva embora o que não precisa mais ficar.
E quem precisa de casa empoeirada não é mesmo?
Elizabet sofre de rinite alérgica... às vezes é inconsequente com sua saúde, mas quando percebe a poeira em que sua casa está afundada, deixa a chuva lavar.
Faz bem pras plantas, pra terra, pros bichos e mata os ácaros encrustados na alma.
Chuva de paz interior... Alma limpa.
Carece de se permitir ter paz.
E ela... bem... se encharca porque não é mulher de chuviscos.
Ela é tempestade.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Am-ar




Eizabeth entende mesmo de amor...
Ama errado quem ama esperando algo em troca...
Amor é presente, e não se dá um presente esperando outro.
Amar não é "amigo secreto" de fim de ano.
Não é moeda de troca!
Amor só é amor se for gratuito; e a consequência de senti-lo nem sempre é presença.
Às vezes é ausência. E paciência se assim for.
Quem ama esperando retribuição, seja ela qual for, ta amando errado.
Que eu ame até explodir. Mas que seja gratuito.

Doa-se amor.


"Meu amor é teu
mas dou-te mais uma vez
Meu bem, saudade é pra quem tem" 

domingo, 14 de agosto de 2016

Pois-ia


Faz da tua dor
Poes-ia
Que ela
 Vai! 

Auto-retrato



Imensidão...
Elizabeth é imensidão, de ser e sentir.
Tudo é demasiado em seu mundo.
O signo é de ar e nele ela voa alto. 
Não têm os pés no chão. Aliás, o que é chão?
É passarinha fora da gaiola. 
De prisão, prefere se prender ao amor. Que, por ironia é libertador. E nele, voa alto, toca as nuvens que têm sabor de algodão doce. Lá em cima se lambuza.
Flores no cabelo, mas as borboletas visitam mesmo é o estômago. 
Fazem festa, alvoroço la dentro. 
Bailam tanto que chega balançar o coração. Este, pulsa forte, salta a camiseta no peito.
Peito imenso, embora a estatura pequena.
Cabe tudo ali dentro. 
Um céu inteiro, de passarinhos e borboletas sortidas.
As flores enfeitam os cabelos e a alma.
Alma de poeta passarinha; que voa, que ama, tudo demais. Alto demais!
É imensidão.
Não se cabe.
Transborda. Na imensidão do céu de sentimentos.

Auto-retrato!

Escre-vendo-me



Escre-ver
é
Liberta-dor! 

MARTINS juh

quinta-feira, 28 de julho de 2016

borbolet-ar



Diagnóstico:

Sofro de vida continuada
Os sintomas não são ruins e, nesse caso, me entrego
Eu me rendo!
Bandeira branca pra mim
Deixa entrar
Deixa vim
Caso elas voem, e sempre voam
Voo junto
Andorinha que procura verão
em alheio coração pra se aquecer
Deu no raio x
Não dá pra fugir (e nem faria isso)
Tem vida por vir
E eu... bem, me rendi.

quarta-feira, 6 de julho de 2016




Bem, as malas estavam prontas, enfileiradas em ordem crescente, próxima à porta de saída. Na parede, os ponteiros do relógio pareciam se arrastar, como se lhes custassem muito uma volta a mais e, pensei que talvez, eles pudessem me compreender.
O taxi ainda não havia chegado – afinal, ainda faltavam duas horas para o combinado; Cigarro e isqueiro nas mãos, fui até o jardim, ainda sem muita iluminação depois que uma das lâmpadas queimou na última semana. Acomodei-me, desconfortável, não por culpa da pedra que escolhi como banco, mas por outras culpas que me doíam a coluna e o coração. Acendi o cigarro e meus olhos doeram; Pensei que deveria ser dor de choro ou, da fumaça que subia da fogueira que ascendi entre meus pulmões, para queimar memórias na inquisição que impus a mim mesma.
Na cabeça, ainda ressoava o que o Tempo disse: “Você não pode mudar o passado. Ele sempre foi. Ele sempre será, mas, eu ousaria dizer, você pode aprender alguma coisa com ele...”.
Cronosfera quebrada, pensei. Sem voltas, conclui. E pude sentir o desespero dos olhos do Chapeleiro estampados nos meus...
Algum tempo passado e o taxi buzina no portão dos sonhos, saio carregando malas pesadas, carregadas de passado e histórias.
Hesitei em levá-las uma vez que para trazer novas experiências carecesse de espaço para cabê-las.
Os relógios pareciam não ir com a minha cara, pois esperei por mais duas horas no aeroporto. Quando a voz no auto-falante ressoou: “Passageiros do voo 357 com destino ao País dos Sonhos, encaminhar-se ao portão de embarque!”
Já na fila, com as mãos suando frio, (nunca havia voado de avião) uma moça se colocava atrás de mim – morena, estatura média e uma beleza única de modo que me chamou atenção.
Entro no avião, sento-me no local predestinado, olho para o lado, a linda moça morena da fila viajaria ao meu lado por 12 horas seguidas.
Sento-me timidamente a seu lado e eis que ela começa um assunto qualquer...
_ Tenho medo de altura, você pode segurar minha mão?
Eu, que sempre me disponho a ajudar não pensei duas vezes em segurar sua mão e começar um discurso de superação a fim de distraí-la.
Conversamos por horas a fio, sem notar que estávamos chegando ao destino.
Alice era seu nome.
Lindo nome, linda Alice.
Me contara toda sua vida, suas viagens, amores...
Pousamos e sem querer, tivemos que nos despedir, uma vez que, agora em chão firme cada uma tomaria um rumo diferente.
Uma das despedidas mais difíceis eu diria. Alice se tornara uma das únicas pessoas que me fizera querer conversar e levar comigo para onde quer fosse no novo país.
Sonhar sozinho têm suas desvantagens.
Tolas. Não sabíamos que a viagem nos traria mais uma surpresa.
Já na entrada do hotel onde ficaria hospedada, avisto a linda moça no balcão de recepção. Caminho até o balcão, já que também teria de fazer o check-in, coloco a mão direita sobre seu ombro e beijo-lhe o rosto.
_ Olá Alice. Você por aqui?
Eu disse em tom de piada. Rimos e nos abraçamos em seguida.
A ironia do destino ao País dos Sonhos nos deixara assustadas, mas bastante contentes com a surpresa. Combinamos um café antes do anoitecer, e, assim o fizemos.
Viciadas em cafeína, este era só mais um ponto de identificação em mais 4 horas de conversa sentadas no café ao lado do hotel.
Alice e eu passaríamos e passamos exatos 30 dias vivenciando juntas essa viagem.
No roteiro estava, adegas de vinhos, teatros, museus, bares, até balada em um dos sábados nós pegamos.
E foi, exatamente neste dia já embriagadas de vodka e cerveja artesanal. Embaladas pelo som eletrônico que tocava na boate, Alice e eu nos olhamos fixamente. Segurei sua mão esquerda com minha mão direita e nos beijamos.
Isso seria ótimo, não fosse nossa última noite no País dos Sonhos.
Chegando no hotel, decidimos por dormirmos no meu quarto, abrimos um vinho seco safra 1980 e abençoadas por Baco nos amamos na última noite juntas.
Seria essa realmente a última noite?
Fato é que as sete da manhã eu voltaria para casa e Alice continuaria sua viagem.
Alice se foi, e nem mesmo Absolem pode me dizer onde encontra-la.
E cá estou eu, de malas feitas, desfazendo o que restou das maravilhas deste país que nos coube tão bem.

                     "Com quantos tragos te trago pra mim? (Alice)"

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Pas-sou (?)


Saudade: do Português brasileiro, 
desejo de voltar ao passado,
lugar onde só chegar quem amou,
estar no presente ansiando ontem's,
ato de voltar no tempo,
desejar profundamente reviver algo,
fotografia molhada de lágrimas,
presença que não passou,
ausência que não chegou,
líquido salgado que escorre pelo rosto,
Elizabeth, Dicionário de vivências;

Aprendi que saudade sem dor é a presença de quem já partiu.
É abraçar as lembranças,
É paz na tempestade,
É o cheiro da pele impregnado no nariz da alma,
É a certeza de que o amor existiu.
É ter o hoje iluminado pelos olhos de quem passou,
É se envolver na energia do que ficou.
Sou só saudade, e ela (a saudade) até tem nome.
Só não tem tradução.



"Eu aprendi
sem a gramática
que saudade
não tem tradução". 

domingo, 15 de maio de 2016

habit-ação

Elizabet está de mudança, seu apartamento parece apertado demais já que traz consigo uma bagagem enorme de sentimentos e vivências.
Ela possui um apartamento do outro lado da cidade que estava alugado, resolveu pedir de volta, já está com as chaves em mãos.
Decidiu voltar...
Ela sabe que só pessoas fortes conseguem dar um passo para trás na vida, e às vezes faz-se necessário voltar o relógio pra pôr em ordem algumas pendências.
"Carece de ter coragem!"
Encaixotou suas coisas, seus livros, deparou com lembranças adormecidas pela casa que a fizeram refletir o passado, o presente, o futuro.
Elizabet chorou sentada no chão da sala, não sabe se pelo frio que tomou conta de seu corpo, ou se pelas paredes que pareciam sufocá-la. Como se elas (as paredes) tivessem vida e saíssem de seus lugares pressionando-a contra ela própria.
Mas não tem problema chorar, umidifica esse ar seco, essa cidade de pessoas secas... Elizabet, intensa que só, faz chover. Sai de si e baila no compasso de seu coração debaixo de sua tempestade particular.
Ela muda... Bota tudo no lugar na casa nova.
Só.
Sabe que embora sozinha, sua chuva trouxe uma enxurrada de pacificação interior, e entende que o que importa é sentir-se em paz consigo mesma.
Proprietária de si, tem um coração tão grande que não cabia na casa que habitava. Anseia por amar... Sem limites, sem reservas, sem restrições, mas sabe também que não pode Se esquecer para que isso aconteça. Não pode se abandonar no chão da sala, é necessário a-mar-se antes de mais nada.
Sem inquilinos.
Ela cuida do recinto e só aceita visitas de quem se demora, no chão ou, no sofá confortável da casa nova. De preferência alguém que goste de café forte, vinho seco, cigarros, conversas filosóficas ou fiadas. Gente sem relógio, sem hora, sem meio termo, gente que se doa, que entrega, que demore, que fique...
Que fique acompanhando-a na essência e não somente roube sua solidão.
Elizabet mudou de casa.
Mora dentro de si própria. E hoje, só entra quem for realmente ficar.
A porta está trancada do lado de dentro.
E que 'dentro' gostoso de habitar.



"Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa" 
♪♫





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

cho-vendo amor


É tempo de seca onde vive Elizabeth...
Lagos e rios, pessoas secas, poços secos.
Carece de umidificar o ambiente de fora e de dentro.
Poderia ser mais fácil, menos dolorido.
Amar dói e a falta dele também faz doer.
Viver é dolorido né?
E conviver com as ausências faz tudo intensificar.
Quem sabe se chovesse...
"Quem sabe se chovesse amor?" (Pensava a menina que sonhava acordada.) E enchesse os reservatórios/corações.
Mas é pedir demais, porque há tempo pra tudo não é verdade?
E agora é tempo de esperar a época certa em que choverá dentro e fora.
Mas Elizabeth é ansiosa e sofre com os tempos de espera.
Ela quer voltar pra casa debaixo da chuva, aquelas com pancada forte d'água e enche os lagos, e faz as cachoeiras jorrarem mais fortes, e traz de volta a água dos poços.
Elizabeth carece de voltar com o balde cheio, e poder distribuir afeto pra todos à sua volta.
Mas é tempo de espera... Pra quando chegar 'as cheias' poder se encher também.
Deixar chover, deixar molhar... lavar a alma e se encharcar do afeto que vêm do céu.
E se chovesse amor?


domingo, 17 de janeiro de 2016

Desejos


Bebo sem hesitar uma garrafa de whisky.
Devoro um maço de cigarros baratos.
Viro noites em claro acompanhada por garrafas que vão se esvaziando.
Vinho, vodca, cachaça...
Cigarros.
Insônia.
Ela por sua vez tem nome, sobrenome e endereço fixo.
E eu, me entorpeço do desejo que tenho de ti.
Vou ingerindo álcool por não poder beber da fonte que é teu corpo.
Trago os cigarros por não poder tatear tua pele.
Viro noites em claro sonhando em possuir-te de forma única.
Monogâmica.
Sem rimas ou métrica, quero-te pra mim!

"Ah, bruta flor do querer!" 

"Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és" 

ópio


Aprisionada, fui ficando ansiosa, suando frio, não cabia dentro da casa, muito menos de mim.
Minha carcaça parecia uma armadura que encolhe aos poucos, esmaga a alma e sufoca o coração.
O coração por sua vez disparava.
Taquicardia, desespero, as veias saltavam a meus olhos.
Conseguia ver tudo a olho nu.
Por falar em nu, eu me despia do silêncio e botava pra fora todos os sintomas da abstinência de você.
Têm feito falta o efeito do ópio em meu organismo. É que um analgésico às vezes cai bem e esse corpo já tá cansado de se debater e perder o controle dele próprio.
Ele quer as rédeas novamente pra poder guiar seu destino, sem precisar de entorpecente nenhum pra isso.
Preciso de uma reabilitação com urgência antes que a engrenagem canse e resolva parar.
Preciso de óleo nas ferrugens de gente.
Preciso de reparação na armadura.
Preciso de mapa pra guiar o destino.
Um remédio qualquer que cure os sintomas do excesso de faltas, que supra as necessidades da alma.
Uma chave que possa abrir a armadura e a prisão de ser.
Uma dose de liberdade por favor?






sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

su(a)-ndo


Elizabeth é dessas garotas que gosta de sair de si vez em quando, hoje ela decidiu que vai correr, não que queira ser essas moças fitness, mas é que ela precisa suar e botar pra fora um sentimento e outro.
O dia ta chuvoso, cinza, mas Elizabeth não se incomoda com a umidade do clima. (Aprendeu a diferença de clima e tempo.)
Ela corre contra o tempo, ou ao encontro dele não se sabe...
Deseja arrebentar um muro no peito, cortar os pulsos, pular de pára-quedas, correr, correr, correr pra abstrair um sentimento ou outro que martela chamando sua atenção.
Chora de dentro pra dentro, engole o choro, mistura com saliva e a hemorragia do sentir.
É que correr aumenta a pressão sanguínea e a intensidade dos sentidos. 
Nem por isso ela pára. 
Suas expressões nada mais são, se não a extensão do que sente. 
Dor antiga. 
Corrida antiga... 
Tem corrido há tempos atrás de um amor que não se sabe se ama, não sabe que ainda é. 
Importa que continue correndo, suando, botando pra fora todo extremo sentido que habita esse coração cansado. 
Carece de se hidratar vez ou outra, que é pra não desmaiar no meio do caminho. 
Carece de estancar o sentir, sentar num meio fio qualquer e descansar a alma.
Carece de parar a corrida do/contra tempo. 
Carece de encontrar o que busca, parar, respirar, e sentir a chuva que cai sobre o rosto molhado. 
Uma toalha pra secar o suor da alma por favor? 


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

ver(ter) amor


Acho que exagerei  na dose outra vez.
Não tem Dramin que resolva esse enjoo.
O problema é que não me contento com pouco sabe?! Cheguei, sentei à mesa e mandei pra dentro tudo que pude.
Tinha amor numa garrafa, afeto num potinho, atenção no outro, carinho tinha bastante. Deu pra me embriagar.
Até servi o resto das pessoas que estavam na casa, e sobrou.
Todo mundo cheio de doçuras.
Mas como diz o ditado: barriga cheia pé na areia."
Não hesitou na hora de ir. e foi cedo.
Agora cá estou, Elizabet, com má digestão do afeto ingerido.
Quero vomitar.
Vomitar meu coração e segurá-lo na mão pra ver se o mal estar passa.
Coloco o dedo na garganta e... arrrrrg.
Não sai.
Tá preso.
Tá cheio do vazio que restou.
Um Engov pra esse coração por favor?!