quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

cho-vendo amor


É tempo de seca onde vive Elizabeth...
Lagos e rios, pessoas secas, poços secos.
Carece de umidificar o ambiente de fora e de dentro.
Poderia ser mais fácil, menos dolorido.
Amar dói e a falta dele também faz doer.
Viver é dolorido né?
E conviver com as ausências faz tudo intensificar.
Quem sabe se chovesse...
"Quem sabe se chovesse amor?" (Pensava a menina que sonhava acordada.) E enchesse os reservatórios/corações.
Mas é pedir demais, porque há tempo pra tudo não é verdade?
E agora é tempo de esperar a época certa em que choverá dentro e fora.
Mas Elizabeth é ansiosa e sofre com os tempos de espera.
Ela quer voltar pra casa debaixo da chuva, aquelas com pancada forte d'água e enche os lagos, e faz as cachoeiras jorrarem mais fortes, e traz de volta a água dos poços.
Elizabeth carece de voltar com o balde cheio, e poder distribuir afeto pra todos à sua volta.
Mas é tempo de espera... Pra quando chegar 'as cheias' poder se encher também.
Deixar chover, deixar molhar... lavar a alma e se encharcar do afeto que vêm do céu.
E se chovesse amor?