domingo, 14 de agosto de 2016

Pois-ia


Faz da tua dor
Poes-ia
Que ela
 Vai! 

Auto-retrato



Imensidão...
Elizabeth é imensidão, de ser e sentir.
Tudo é demasiado em seu mundo.
O signo é de ar e nele ela voa alto. 
Não têm os pés no chão. Aliás, o que é chão?
É passarinha fora da gaiola. 
De prisão, prefere se prender ao amor. Que, por ironia é libertador. E nele, voa alto, toca as nuvens que têm sabor de algodão doce. Lá em cima se lambuza.
Flores no cabelo, mas as borboletas visitam mesmo é o estômago. 
Fazem festa, alvoroço la dentro. 
Bailam tanto que chega balançar o coração. Este, pulsa forte, salta a camiseta no peito.
Peito imenso, embora a estatura pequena.
Cabe tudo ali dentro. 
Um céu inteiro, de passarinhos e borboletas sortidas.
As flores enfeitam os cabelos e a alma.
Alma de poeta passarinha; que voa, que ama, tudo demais. Alto demais!
É imensidão.
Não se cabe.
Transborda. Na imensidão do céu de sentimentos.

Auto-retrato!

Escre-vendo-me



Escre-ver
é
Liberta-dor! 

MARTINS juh