terça-feira, 2 de maio de 2017

Afet(ar)-se


Elizabeth aprendeu que a Musa sopra seus poemas nos ouvidos do poeta, e este, só transcreve o que já existe.
A Musa ficou um tempo silenciosa, descansou a voz e o coração. Viajou pra longe, disse que não voltaria tão cedo.
Acontece que a Musa, assim como as borboletas, voltam.
Por mais que bata suas asas longe e colora outros céus, ela volta.
E bem... a Musa voltou.
E trouxe com ela nas asas da borboleta oxigênio pra que ela respirasse em paz. E soprou no ouvido de Elizabeth poemas e palavras doces.
Ela ouviu e guardou no peito, na caixinha dos afetos.
Como disse o poeta "o que a memória amou um dia fica eterno".
Ela sabe que uma vez amado/amada ta lá guardadinho, pra sempre.
Hora ou outra ela bota pra fora, doçuras, poemas e borboletas.
Guarda.
Aguarda, que a hora de libertar afetos e borboletas chega.

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